A assistente social Suellen Cruz foi exonerada do cargo de subsecretária de Estado de Políticas para Juventude após ataques de deputados bolsonaristas, incluindo Alcântaro Filho (Republicanos) e Lucas Polese (PL). Os parlamentares criticaram Suellen com base em trechos de uma palestra, alegando que suas falas instigavam a “intolerância” entre religiões e etnias.
Os parlamentares publicaram vídeos onde Suellen comenta sobre a influência dos pastores evangélicos e o contexto de resistência negra no Brasil colonial. Diversas organizações progressistas, incluindo o Conselho Regional de Serviço Social do Espírito Santo, condenaram a interpretação distorcida das falas de Suellen e destacaram o racismo e sexismo presentes nos ataques.
Suellen tinha uma trajetória acadêmica sólida, sendo doutoranda em Política Social pela Universidade Federal do Espírito Santo. Após ser nomeada assessora especial da Secretaria de Estado de Direitos Humanos em 21 de maio, ela ocupou a subsecretaria por apenas um mês antes de sua exoneração. Deputados divulgaram que Suellen era afiliada ao PSOL, embora ela tenha se desfilado do partido há anos, evidenciando a preocupação da extrema direita com a presença de uma mulher negra em um cargo técnico.
O governador Ricardo Ferraço (MDB) enfrenta crescente pressão da extrema direita, especialmente com a aproximação das eleições. O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), tem buscado apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, refletindo a necessidade de Ferraço reafirmar suas credenciais conservadoras.
A Secretaria de Estado de Direitos Humanos não se manifestou sobre a exoneração de Suellen, e a própria assistente social optou por não comentar a situação.

Fonte: Secom
Fonte: Século Diário

