O vereador Rafael Primo (PT) está mobilizando esforços para adiar a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vila Velha, prevista para junho. Esta iniciativa surge a partir de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede a realização de pleitos internos em câmaras municipais antes das eleições gerais. Primo solicitou um parecer ao procurador-geral da Casa, Carlos Roberto Braga Carneiro Júnior, com base em um possível “acordo existente entre os vereadores” para evitar disputas judiciais.
Durante sessão ordinária, o vereador enfatizou a importância do adiamento, referindo-se a uma decisão do ministro Gilmar Mendes, que invalidou o artigo do Regimento Interno da Câmara de Vitória que previa a eleição entre 1º e 15 de agosto. Mendes fundamentou sua decisão nas Ações Diretas de Constitucionalidade (ADIs) 7.733 e 7.753, que determinam que a eleição da Mesa deve ocorrer a partir de outubro do ano anterior ao mandato, evitando assim conflitos entre as eleições internas e as gerais.
Na Câmara de Vitória, o presidente Anderson Goggi (Republicanos) já havia acionado o STF após desavenças sobre a data da eleição, dividindo os vereadores entre pró e contra ao adiamento. Em Vila Velha, a atmosfera politicamente tensa está marcada por articulações, mesmo não havendo disputas diretas até o momento. O Partido Liberal (PL) exhibiu um racha, com vereadores como Devacir Rabello e Patrick da Guarda alinhando-se à base do prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB), enquanto Pastor Fabiano clamava por independência.
O cenário na Câmara de Vila Velha continua incerto diante dessas movimentações, especialmente com a expectativa de que a eleição siga planejada para junho, apesar da pressão política crescente.

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Fonte: Século Diário

