Dois seguranças de rua entregaram-se à polícia após o brutal assassinato do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, no Rio de Janeiro. O crime ocorreu em Copacabana e também envolveu dois entregadores que estão foragidos. A violência extrema levantou questões sobre segurança e justiça nas ruas da cidade.
Na noite de 11 de outubro, Cláudio Rafael, que possuía um transtorno psicológico, foi fatalmente espancado após ser acusado injustamente de roubar a própria bicicleta, que na verdade pertencia a sua irmã. Os seguranças, identificados como Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, junto com dois entregadores ainda não capturados, participaram do ataque que durou cerca de nove minutos na Rua Felipe de Oliveira. Durante este tempo, Cláudio foi submetido a mais de 30 golpes de porrete, chutes no tórax e na barriga.
Após o espancamento, que deixou Cláudio inconsciente, os agressores fugiram do local. Ele foi encontrado e socorrido pelos bombeiros, sendo levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde veio a óbito devido a um traumatismo craniano e hemorragia interna na madrugada do dia seguinte.
O delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), afirmou que os quatro suspeitos serão indiciados por homicídio triplamente qualificado. O caso chocou a comunidade local e reacendeu discussões sobre a atuação e o treinamento de seguranças de rua na região.
Atualmente, a polícia realiza buscas pelos dois entregadores de aplicativo envolvidos, que foram vistos no local e ainda não se apresentaram para depoimento. A investigação continua a fim de esclarecer completamente os eventos que levaram à morte de Cláudio Rafael e garantir que todos os responsáveis sejam devidamente processados.
(Fonte: Agência Brasil)
Seguranças de rua são presos por agredir ciclista até a morte no Rio
Esportes

