Na sessão da Tribuna Livre da Câmara de Vitória, o deputado estadual Callegari (DC), pré-candidato ao Senado, levantou polêmicas ao utilizar o espaço para um discurso sobre “Liberdade e atuação parlamentar”, sem abordar questões municipais. A intervenção foi questionada por Karla Coser (PT) e Ana Paula Rocha (Psol), que criticaram o possível uso eleitoral da tribuna.
Durante sua fala, Callegari defendeu que a qualidade de um parlamentar não deve ser avaliada apenas pela quantidade de projetos apresentados, mas pela “coerência” em relação às pautas defendidas durante a campanha. Ele mencionou sua experiência ao dialogar com adversários e citou projetos sancionados em parceria com o governador Renato Casagrande (PSB), como o “SOS Educação”.
Ana Paula Rocha foi a única vereadora de oposição a se manifestar, se opondo à noção de liberdade religiosa defendida pelos parlamentares de direita, afirmando que “racismo é crime” e que discursos de ódio não devem ser confundidos com liberdade de expressão. Karla Coser criticou a utilização da Tribuna Livre como um “palanque político” para pré-candidatos, enfatizando a importância de discutir os problemas da cidade.
Após a fala de Callegari, Armandinho Fontoura (PL), que o convidou para o evento, desafiou a oposição a trazer suas lideranças para a Tribuna Livre, questionando a falta de coragem em enfrentar a direita. Além disso, o espaço contou com a participação do cabo Jackson Eugênio Silote, que falou sobre a valorização dos policiais militares, e do cinegrafista Urias Ferreira de Freitas, que promoveu seu trabalho com o governo municipal.
Karla Coser e Ana Paula Rocha também criticaram a inserção do cinegrafista na sessão, alertando sobre “lobby” e a linha tênue entre as manifestações permitidas na Tribuna Livre e o crime eleitoral, indicando que a Câmara não deveria servir como vitrine para interesses pessoais e estratégicos.
Fonte: Século Diário

