A Assembleia Legislativa do Estado (Ales) realizou uma sessão ordinária marcada por intensos discursos sobre o rombo financeiro envolvendo a Apex Partners. No debate, os deputados Mazinho dos Anjos e Vandinho Leite (MDB) defenderam o governo, enquanto Alcântaro Filho (Republicanos) e Lucas Polese (PL) criticaram a gestão do Estado.
Alcântaro disparou contra o governo e considerou o caso como potencialmente “o maior escândalo de corrupção da história do Estado”. Ele solicitou a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e pressionou o governador Ricardo Ferraço (MDB) a se manifestar sobre a situação. “Seu filho aprontou junto aos demais? Você precisa dar uma resposta clara!”, afirmou.
Em contrapartida, Mazinho rebatendo os ataques, ressaltou que o caso se trata de uma questão privada, sem a presença de recursos públicos. “Não podemos usar esse episódio para fins eleitorais”, disse, condenando o que considerou ataques à honra e à família dos envolvidos. Vandinho, líder do governo, mencionou que não há ligação do Fundo Soberano com a Apex e que a empresa parceira, BTG Pactual, é uma das maiores bancas de investimentos da América Latina, reforçando a legitimidade do processo de concorrência pública para o Fundo de Descarbonização.
Lucas Polese, por sua vez, levantou preocupações sobre a gestão do BTG e a falta de transparência nas licitações. Ele alegou ter recebido denúncias de empresários que se sentiram pressionados a “pagar pedágio” à Apex para investir. “A empresa deslanchou após os filhos do governador e ex-governador ingressarem no negócio”, acrescentou.
Recentemente, a Apex Partners anunciou o afastamento do presidente e do diretor financeiro após descobrir um passivo de R$ 975 milhões. A empresa buscou uma liminar para proteger seu patrimônio frente a possíveis ações de credores, enquanto várias conexões com a elite política capixaba foram reveladas. A presença de familiares de políticos renomados na Apex gerou novas interrogações sobre os investimentos públicos.
Entre as questões emergentes está o suposto investimento do Fundo Soberano do Espírito Santo na Apex, enquanto o governo estadual nega qualquer aporte de fundos públicos à plataforma. A situação continua a ser considerada crítica e exige esclarecimentos tanto dos políticos envolvidos quanto da sociedade sobre os desdobramentos.

Imagens capturadas durante a sessão na Ales.
Fonte: Século Diário

