O deputado federal Gilvan da Federal (PL) foi condenado por violência política de gênero, resultando no indeferimento de seu registro de candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES). A decisão foi tomada em julgamento realizado nesta sexta-feira (11), onde os ministros seguiram a relatora, Isabella Rossi Naumann Chaves, que destacou a condenação em segunda instância como motivo para a inelegibilidade do candidato.
O caso remonta a um episódio em 2021, quando Gilvan e a vereadora Camila Valadão (Psol), ambos então vereadores de Vitória, se envolveram em um incidente durante uma manifestação de professores da rede municipal de ensino na Câmara. Gilvan fez um discurso agressivo e, após desrespeitar o tempo de fala de outro vereador, foi desafiado por Camila. Sobretudo, Gilvan dirigiu a Camila ofensas verbais, incluindo mandá-la “calar a boca”, enquanto ela mantinha a resistência e exigia respeito.
As gravações do incidente mostram Gilvan alterado e gesticulando de maneira ameaçadora. Ele fez acusações contra Camila, a chamando de “satanista” e “assassina de bebês e crianças”. A Justiça Eleitoral concluiu que suas ações configuraram violência política de gênero, ao tentar intimidar e silenciar a atuação da parlamentar.
Embora uma decisão anterior do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, tenha liberado Gilvan para registrar sua candidatura, essa liminar foi posteriormente revogada pelo relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. O Partido Liberal está buscando reverter a condenação, mas o prazo para substituição de candidaturas se encerra na segunda-feira (14). Sem Gilvan, o partido corre o risco de perder seu principal puxador de votos.


