A suposta proximidade do Irã em enriquecer urânio para a confecção de uma bomba atômica, utilizada como justificativa para ataques de Israel e Estados Unidos, foi originada de um relatório de Inteligência Artificial (IA). Segundo o major-general português Agostinho Costa, essa nova tecnologia desempenhou um papel crucial no desencadeamento do conflito. O Programa Mosaic, empregado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) das Nações Unidas, concentra-se em coletar extensos volumes de dados para prognósticos futuros, sendo também utilizado em diversas frentes de segurança pelo mundo.
De acordo com Costa, ex-vice-presidente da Associação EuroDefesa-Portugal, o relatório da AIEA não apresentou provas concretas, mas inferências consideradas como factuais pelo Conselho de Governadores da agência. Ele ressalta que esse órgão é majoritariamente controlado por países ocidentais, que incluem Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos, que endossaram o documento. O general alerta para o que considera um abuso no uso da IA, enfatizando os perigos que essa tecnologia pode representar em cenários geopolíticos.
O relatório em questão, aprovado em 6 de junho de 2025, marcou pela primeira vez em duas décadas que o Irã estava, supostamente, não cumprindo com suas obrigações de inspeção nuclear, levando a um ataque a Teerã apenas seis dias depois. Em resposta, o Irã acusou a AIEA de partidarismo e suspendeu a cooperação com a instituição após uma pausa de 12 dias no conflito.
Em detalhes adicionais, o Mosaic foi desenvolvido por Palantir de Peter Thiel, conhecido por seu apoio ao presidente Donald Trump e financiamento da campanha de JD Vance ao Senado. Segundo a AIEA, a contratação desse software era necessária frente ao aumento do monitoramento de programas nucleares globais, sem aumento correspondente nas receitas da agência.
Relatório que embasou ataque dos EUA e Israel ao Irã foi criado por IA
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