Em uma sexta-feira marcada pela reação dos mercados ao discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, o dólar comercial fechou a semana em alta, aproximando-se de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) alcançou sua oitava sessão consecutiva de ganhos. Warsh, em seu pronunciamento no simpósio anual de Jackson Hole, sinalizou a possibilidade de um aumento de juros nos Estados Unidos já em setembro, impactando as cotações e o comportamento do mercado global.
No encerramento do pregão, o dólar estava cotado a R$ 5,196, representando uma subida de 0,62% no dia, e acumulando um aumento de 1,06% na semana. Este movimento reflete a influência externa, especialmente após o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, que fortaleceu a moeda norte-americana em relação a outras moedas principais.
Já o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, apresentou um leve aumento de 0,3% no dia, fechando aos 175.664,62 pontos. Esta alta consecutiva ao longo da semana, que somou um crescimento de 2,71%, demonstra resiliência diante das incertezas externas e internas, incluindo preocupações com o ritmo de crescimento do emprego no Brasil, conforme apontado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho.
No contexto internacional, enquanto o DXY, que monitora o desempenho do dólar contra uma cesta de principais moedas, subiu 0,57%, os principais índices de Wall Street registraram quedas. O Dow Jones reduziu-se em 0,02%, o S&P 500 caiu 0,25% e o Nasdaq, influenciado especialmente pelas expectativas de política monetária mais restritiva, recuou 0,52%.
Os dados mencionados refletem as complexidades dos mercados financeiros globais e suas reações a políticas monetárias de influentes economias. (*Com informações da Reuters)
Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed
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