Explorando a transformação do medo e do terror em forças criativas, a exposição “Terror celestial” estreia neste sábado (18) no Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza. Até 4 de outubro, a mostra apresenta obras de 24 artistas que utilizam diversas linguagens para repensar o estigma em torno da comunidade LGBT+, frequentemente marginalizada e estereotipada pela sociedade.
O curador Lucas Dilacerda expressou à Agência Brasil a intenção de explorar como o terror é reinterpretado pela comunidade LGBT+. A violência histórica imposta a estas pessoas, que muitas vezes foram vistas como monstros ou aberrações, é o ponto de partida para uma investigação artística sobre traumas e repercussões psíquicas na vida adulta, culminando na recriação dessas imagens através da arte.
A exposição, dividida em três linhas curatoriais – Monstros e quimeras; Espiritualidade terrena; e Terror das formas – apresenta um rico diálogo visual. Destaque para os trabalhos “Papangus da Sucatinga” de Nicolas Gondim, que refletem a busca da comunidade LGBT+ por outras formas de espiritualidade e conexão, muitas vezes fora dos limites da religião cristã. A imagem, representada na figura abaixo, ilustra esta busca por novos espaços de expressão e existência.
![]()
Além das obras artísticas, a exposição também se empenha em acessibilidade, oferecendo recursos como textos em Libras, audiodescrição, e pranchas de comunicação alternativa acessíveis através de QR Code ou com suporte da equipe educativa do museu, garantindo a inclusão e participação de todos os públicos.
A mostra “Terror celestial” não apenas desafia as fronteiras do que é considerado normal na sociedade, como também celebra a diversidade e resiliência da comunidade LGBT+, reinterpretando o terror e o medo como elementos de expressão e empoderamento artísticos.
Exposição reelabora terror com obras de artistas LGBT+ em Fortaleza
Educação

