Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Arboviroses: Um Ano de Avanços no Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti
Em fevereiro de 2025, o Governo do Espírito Santo instituiu o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) de Arboviroses, com o objetivo de enfrentar de forma eficaz doenças como dengue, chikungunya, Zika e Oropouche. Coordenado pela Secretaria da Saúde (Sesa) e com a participação de diversas instituições, o CICC completou um ano de atividades, durante o qual realizou ações significativas que buscam fortalecer a vigilância epidemiológica dessas doenças.
Segundo Tyago Hoffmann, secretário de Estado da Saúde, “Foi um ano de foco em ações estruturantes, que nos proporcionaram subsídios para desenvolver um trabalho cada vez mais direcionado e assertivo tanto para o controle do vetor quanto para a capacitação contínua dos profissionais de saúde”. Essas ações buscam integrar diferentes áreas, promovendo uma abordagem integrada para o controle das arboviroses.
Capacitação e Educação em Saúde
Um dos principais destaques do ano foi o investimento em Educação em Saúde, com capacitações e treinamentos voltados a trabalhadores da saúde em diversos níveis, desde a Atenção Primária à Saúde (APS) até Vigilância em Saúde. O trabalho conjunto do Núcleo Especial de Atenção Primária (NEAPRI) e do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (NEVE) resultou na capacitação de mais de 700 profissionais. O “Seminário de Preparação dos Municipais do Espírito Santo para o Período Sazonal das Arboviroses”, realizado em dezembro, foi uma das iniciativas importantes nesse contexto.
O CICC também promoveu mobilizações em dois momentos específicos contra as arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, com ações realizadas entre março e abril, e em dezembro. Este trabalho, além de educativo, também buscou melhorar a transparência dos dados em saúde, com o lançamento do painel “Monitoramento das Arboviroses no Espírito Santo”, que oferece acesso a dados diários sobre os casos de dengue, chikungunya, Zika e Oropouche em todo o estado.
Investimento em Combate ao Vetor
No que tange ao controle do vetor, o CICC destinou R$ 211 mil para a aquisição de 50 mil kits de ovitrampas, que são fundamentais para o monitoramento da população de Aedes aegypti. Além disso, em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Estado iniciou estudos para a avaliação da eficácia de inseticidas e repelentes contra o Culicoides paraensis, conhecido popularmente como maruim.
Orlei Cardoso, subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, ressaltou: “Com o CICC, temos conseguido ampliar as estratégias de enfrentamento às arboviroses de maneira coordenada e focada, especialmente no combate aos vetores e na capacitação da APS”.
Uso de Novas Tecnologias
A implementação de novas tecnologias foi outro ponto-chave no combate ao vetor das arboviroses. Desde 2024, o Espírito Santo ampliou a aplicação de ovitrampas, passando de 15 para 58 municípios monitorados, com previsão de aumento para mais 8 municípios a partir de março. A metodologia de ovitrampa, coordenada pelo Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), visa identificar áreas de risco mediante o monitoramento do número de ovos depositados.
A Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) também tem sido uma estratégia relevante, com sua aplicação em todos os 78 municípios capixabas, complementando os métodos tradicionais de controle vetorial. Para reforçar esse trabalho, o CICC promoveu capacitações específicas para mais de 200 profissionais em áreas como Estratificação de Risco e Integração entre Agentes Comunitários de Saúde.
Cenário Epidemiológico
Em relação ao cenário epidemiológico, embora tenha sido registrado um número total de 88.747 casos de dengue em 2025, dos quais 32.001 foram confirmados, e dois óbitos, as ações do CICC têm contribuído para a manutenção de um dado global consideravelmente abaixo dos anos anteriores. Os registros de chikungunya indicaram 5.836 casos notificados, com 2.260 confirmados, enquanto Zika teve 1.194 notificações, sem casos confirmados. Oorfouche contou com 6.392 casos confirmados e um óbito.
O CICC, que funciona como um centro estratégico para o enfrentamento e resposta ao aumento de casos de arboviroses, opera em colaboração com diversas instituições, incluindo secretarias estaduais e municipais, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo, e outros órgãos governamentais.
Fonte: Governo ES

