A política capixaba está em um momento crucial, com Paulo Hartung e Renato Casagrande, figuras centrais desde 2003, agora enfrentando novos protagonistas: Ricardo Ferraço, Lorenzo Pazolini, Magno Malta e Helder Salomão. Esses nomes, com trajetórias entrelaçadas de alianças e rupturas, moldam um cenário eleitoral em plena transformação.
Paulo Hartung, que governou o Estado por três mandatos, implantou uma gestão marcada pela austeridade fiscal. Contudo, sua última passagem foi marcada por críticas e crises, como a greve da Polícia Militar em 2017, que deteriorou sua popularidade e abriu caminho para o retorno de Casagrande.
Renato Casagrande, ao contrário, adota um estilo mais conciliador e focado em investimentos sociais. Durante sua gestão, direcionou R$ 12,3 bilhões em infraestrutura, contrastando com os R$ 812 milhões de Hartung em sua última gestão. Casagrande também enfrentou a crítica da pandemia, sendo considerado um modelo em transparência, apesar da pressão do governo federal.
Ricardo Ferraço, ex-vice de Hartung, rompeu com seu antigo aliado à frente de uma gestão considerada paralisada, posicionando-se agora como uma alternativa de centro. Apesar de criticar Hartung, sua recente aproximação com a direita levanta questionamentos sobre sua verdadeira inclinação política.
Lorenzo Pazolini, ex-prefeito de Vitória, emergiu como uma liderança à direita, aliando-se ao PL de Magno Malta, enquanto se distancia do PSD. Malta, articulador da extrema direita, revelou estratégias que excluem Hartung de futuras disputas, mantendo sua posição conservadora firme.
Por fim, Helder Salomão, deputado federal pelo PT, já colaborou com Casagrande em diversas frentes, mas agora figura como uma peça essencial em uma possível aliança progressista. A expectativa de um embate político entre esses protagonistas sugere dinâmicas complexas que podem redesenhar o futuro do Espírito Santo nas próximas eleições.
Imagem: Rede Social
Fonte: Século Diário

