EUA Ameaçam Tarifas sobre Produtos Brasileiros por Práticas Comerciais “Irrazonáveis”
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) lançou um relatório alarmante que aponta para a possibilidade de tarifas sobre produtos brasileiros, justificadas por uma série de ações e políticas do Brasil consideradas “irrazoáveis” ou “discriminatórias”. Segundo o USTR, essas medidas prejudicam, na avaliação dos EUA, a concorrência e o comércio, afetando diretamente empresas e investidores americanos. A pesquisa abrangeu diversas áreas, incluindo comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, políticas tarifárias, proteção de propriedade intelectual, combate à corrupção e questões relacionadas ao acesso ao etanol e ao desmatamento ilegal.
A investigação detalha que, no setor de comércio digital, ordens secretas de tribunais brasileiros levaram empresas americanas de mídias sociais a remover conteúdos considerados sensíveis e a suspender perfis de cidadãos dos EUA, resultando em multas e restrições severas. O relatório critica ainda a concessão de tarifas preferenciais mais baixas a produtos do México e da Índia, em detrimento do mercado americano, e questiona a eficácia das medidas brasileiras no combate ao suborno e à corrupção.
Além disso, o USTR observa que o país tem falhado em implementar leis de proteção à propriedade intelectual, especialmente em relação à falsificação e ao exame de patentes. A situação se agrava com a interrupção, desde 2017, do tratamento tarifário equilibrado ao etanol, que atualmente não é recíproco. Por fim, o documento destaca que, embora o Brasil possua um marco legal para combater o desmatamento, a aplicação efetiva dessas normas continua a ser um desafio, resultando em práticas ilegais persistentes.
A exposição direta dessas questões pelo USTR sugere um aumento nas tensões comerciais entre os dois países, que podem afetar diferentes setores da economia brasileira. O impacto dessas potencialidades tarifárias se estenderá além do comércio direto, afetando também as relações bilaterais e a dinâmica de investimentos entre Brasil e Estados Unidos.

Veja argumentações apresentadas em relatório para taxar Brasil
Fonte: Agencia Brasil.
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