PolíticaTroca na Secretaria de Direitos Humanos: Marcela Bussinger substitui Nara Borgo

Troca na Secretaria de Direitos Humanos: Marcela Bussinger substitui Nara Borgo

O governador Ricardo Ferraço (MDB) anunciou a mudança na Secretaria de Direitos Humanos ao exonerar Nara Borgo e nomear a advogada Marcela Bussinger como sua sucessora. A saída de Borgo, que não se candidatará às eleições, se deu em meio a uma relação deteriorada com militantes da área e críticas ao seu desempenho.

Marcela Bussinger, doutora em Direitos e Garantias Fundamentais, traz consigo um foco em pesquisas sobre o impacto da tecnologia nas relações trabalhistas. A nova secretária assume uma pasta que apresenta desafios importantes, considerando a carência de diálogo com movimentos sociais durante os últimos anos da gestão de Renato Casagrande (PSB).

As tensões entre a Secretaria e a sociedade foram evidentes, com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) iniciando um inquérito em fevereiro de 2025 para investigar interferências na atuação da Sedh. Em eventos como a 4ª Conferência Estadual dos Direitos Humanos, a insatisfação com a gestão de Borgo se manifestou em moções de repúdio.

Rafael Dias Valêncio, presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, expressou preocupações sobre a continuidade da relação entre a Sedh e os movimentos sociais. Ele enfatiza a necessidade de fortalecer essa aproximação e estabelecer canais de comunicação. Entre as demandas, a continuidade dos Centros de Referência das Juventudes e a execução do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos figuram como prioridades que precisam ser abordadas com urgência.

Enquanto isso, Gilmar Ferreira, militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo, critica a atual gestão, alegando que o governo tem aplicado muito pouco do que é previsto no Plano Estadual de Direitos Humanos. Ele destaca a falta de voz da sociedade na formulação e aplicação de políticas de Segurança Pública.

Na análise de Ferreira, as promessas não cumpridas, como a criação de uma ouvidoria externa e independente para as forças de segurança, revelam um governo que permanece em um padrão militarista. Críticas adicionais foram levantadas em relação à recentes aquisições de armamento e à baixa implementação de câmeras corporais nos policiais.

Foto: Redes sociais
Fonte: Século Diário

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