No mês de março, a seleção feminina de rugby do Brasil, popularmente conhecida como Yaras, enfrenta um desafio crucial nas últimas etapas da segunda divisão do Circuito Mundial de sevens. As competições ocorrerão nos dias 21 e 22 em Montevidéu, no Estádio Charrúa, seguidas por novos duelos nos dias 28 e 29 no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo. O Brasil busca um lugar na elite do rugby feminino, e a mescla de jovens promessas e atletas experientes, como a maranhense Thalia Costa, pode ser a chave para esse objetivo. A atleta de 28 anos, destaque da equipe, chama atenção não apenas por suas habilidades em campo, mas também por sua trajetória inspiradora, que inclui a marca impressionante de 127 tries em sua carreira.
Dentre as seis seleções que disputam a promoção à primeira divisão, Thalia se destaca como uma das jogadoras mais notáveis da segunda divisão. Em 2022, foi eleita para o “Time dos Sonhos” mundial, posicionando-se ao lado de ícones de países como Nova Zelândia, Austrália e Japão. Atualmente, ocupa o 14º lugar no ranking dos maiores pontuadores da história do circuito, tendo alcançado 29 tries na temporada anterior, ficando entre as três principais artilheiras da competição.
“Eu tenho essa noção [de que está entre as melhores do mundo], mas não sei te dizer se ela parece ser real. Às vezes, eu me pergunto se jogo tudo isso, se é possível. Mas olho para minha trajetória e vejo que sim e que ainda estou em uma constante evolução, ainda tenho muito para aprender”, afirmou Thalia em entrevista à TV Brasil.
O diferencial de Thalia está em sua velocidade impressionante, que a leva a ultrapassar os 30 quilômetros por hora durante os lances. Antes de se dedicar ao rugby, a atleta era atleta de atletismo, especializando-se em corridas de 100 e 200 metros, onde se acostumou a treinar descalça em condições desafiadoras.
“A Thalia é super rápida, mas também muito em forma, o que significa que pode utilizar repetidamente a velocidade. Ela é pequena e veloz, encontra e aproveita os espaços”, comentou a neozelandesa Crystal Kaua, técnica da seleção feminina. Desde sua transição para o rugby, em 2017, Thalia já se destacou por seu desempenho e conquistou seu espaço na equipe brasileira, o que a levou a se mudar para São Paulo.
Em sua trajetória, a jogadora contou com o apoio incondicional de sua irmã gêmea, Thalita, que também integra a seleção nacional. Elas têm uma forte conexão, e Thalita revelou: “Sempre fizemos tudo juntas. Então, é um privilégio muito grande tê-la como irmã e inspiração.”
A participação de Thalia no rugby se estendeu até o Japão, onde competiu na liga local ao lado da também brasileira Gabriela Lima. Essa experiência internacional foi transformadora, trazendo a oportunidade de vivenciar uma cultura diferente e ajudar o time a conquistar vitórias ineditas.
Agora, com a proximidade das etapas decisivas em Montevidéu e São Paulo, a seleção brasileira precisa do melhor desempenho possível para classificar-se entre as quatro melhores equipes, garantindo uma vaga no Campeonato Mundial com as seleções de elite. Já na primeira fase do circuito, realizada em Nairobi, as Yaras enfrentaram dificuldades, terminando em sexta colocação com apenas uma vitória.
“Eu me sinto no dever de fazer com que essa transição seja das melhores possíveis. A gente está começando a se conectar melhor, entender uma à outra. Coisas boas estão por vir”, concluiu Thalia, que já representou o Brasil em duas Olimpíadas e conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago em 2023.
Com uma das melhores do mundo, rugby brasileiro mira volta à elite
Fonte: Agencia Brasil.
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