A Assembleia Legislativa aprovou um pacote de projetos que garante o pagamento de abonos a servidores de seis órgãos estaduais, incluindo um abono específico de R$ 2,5 mil para profissionais da Secretaria de Educação (Sedu). A votação, realizada em sessão extraordinária, foi convocada pelo presidente Marcelo Santos, que acelerou a tramitação das propostas em regime de urgência.
O pacote inclui um abono de R$ 1,2 mil para servidores ativos, inativos e pensionistas do Executivo, Legislativo, Tribunal de Justiça (TJES), Ministério Público (MPES), Defensoria Pública (DPES) e Tribunal de Contas (TCES). Aproximadamente 72,6 mil servidores estaduais devem receber o valor extra, que exclui os 21 mil profissionais da Sedu, que já receberão bonificação própria.
O MPES destinará mais de R$ 1 milhão para este abono, enquanto a DPES prevê um impacto de R$ 250,8 mil. O TJES terá um custo de R$ 5,6 milhões, e a Assembleia prevê um gasto próximo a R$ 2 milhões. O TCES caracterizou o abono como uma “despesa pontual”, com impacto de R$ 900 mil.
O PL 819/2025 que autoriza o pagamento de R$ 2,5 mil a profissionais da Sedu financiará por meio do Fundeb, com o intuito de valorizar a categoria. Durante a votação, Marcelo Santos fez uma piada, sugerindo que servidores pudessem ajudar estagiários que não serão incluídos no abono.
Anunciado pelo governador Renato Casagrande, o abono ocorreu em meio a reivindicações do funcionalismo público, com foco na reestruturação de carreiras para atender uma defasagem salarial que pode chegar a 50%. Críticos, como o diretor financeiro do Sindipúblicos, Iran Caetano, destacam que esses abonos são transitórios e não substituem uma política de valorização efetiva do servidor público.

Lucas S. Costa/Ales
Fonte: Século Diário

