O vereador Leonardo Monjardim, pré-candidato ao Senado pelo Novo no Espírito Santo, traçou a meta de eleger três senadores de direita para representar o estado. O movimento ocorre em meio a tensões no campo político, especialmente após críticas do ex-governador Romeu Zema ao senador Flávio Bolsonaro.
Os bolsonaristas estão divididos após as acusações de envolvimento de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, provocando reações intensas. Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, sugeriu um rompimento do PL com o Novo, que ainda se vê como aliado. O presidente do Novo no Espírito Santo, Iuri Aguiar, minimizou as tensões, afirmando que “a poeira vai abaixar” e destacando a continuidade das relações com o PL.
Monjardim afirmou que a aliança entre os partidos é crucial para fortalecer a bancada da direita, refletindo em um aumento da representatividade. Contudo, a disputa no cenário estadual é complexa, com múltiplas pré-candidaturas ao Senado, incluindo nomes do Republicanos e do PSD. Monjardim, por sua vez, pode optar por uma candidatura independente caso as alianças não se concretizem.
A dinâmica interna entre os partidos é delicada, especialmente com a possibilidade de candidaturas concorrendo entre os principais aliados. O ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, enfrenta dilemas sobre o apoio a Monjardim, considerando suas ligações futuras com o PL e as repercussões das controvérsias envolvendo o senador Flávio.
No campo da oposição, o atual senador Marcos Do Val e o deputado estadual Callegari tentam se posicionar, enquanto a frente governista conta com as pré-candidaturas de Renato Casagrande e Rose de Freitas. O senador Fabiano Contarato (PT) também se prepara para uma disputa acirrada pela reeleição.

Fonte: Século Diário

