O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começou sua quinta reunião do ano em 4 de outubro de 2026, com expectativas de novas reduções na taxa Selic e melhorias na previsão inflacionária. Esta decisão estratégica, que afeta diretamente a economia nacional, será anunciada após intensos debates sobre cenários econômicos globais e locais que encerram no dia seguinte ao início das discussões.
Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, mantém-se em 14,25% ao ano – o menor nível alcançado em 2026 após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho. As recentes projeções indicam a possibilidade de um ou dois novos cortes até o fim do ano, colocando a Selic possivelmente em 13,75%, conforme revelado pelo último Boletim Focus na segunda-feira (3).
Este boletim também notou uma continuidade na diminuição das previsões para o IPCA – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que é a inflação oficial do país. A projeção atual caiu para 5,03%, apesar de ainda estar acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 4,5%, com uma meta central de 3% e uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
A função da taxa Selic abrange regular o custo do crédito no Brasil, servindo como referência para outras taxas no mercado e como principal instrumento de controle inflacionário pelo Banco Central. Alterações na Selic têm impactos significativos tanto no estímulo quanto no arrefecimento da atividade econômica, dependendo do cenário vigente.
Durante a reunião do Copom, além das apresentações técnicas sobre a situação econômica, são debatidos profundamente os possíveis cenários futuros antes de se chegar a uma decisão sobre o ajuste da taxa de juros, considerando tanto o ambiente interno quanto as influências externas que impactam diretamente a economia brasileira.
Conforme o sistema de meta contínua implementado em janeiro de 2025, o limite de tolerância estabelecido para o índice inflacionário permite um mínimo de 1,5% e um máximo de 4,5%, uma faixa que o Banco Central busca manter para garantir estabilidade e previsibilidade econômica. A divulgação da decisão será feita na noite de quarta-feira, marcando o encerramento do encontro do Copom.
Copom inicia nesta terça reunião para definir taxa básica de juros
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