A União Progressista (UPB), federação formada pelo União Brasil e Progressistas, se destaca no campo governista das eleições no Espírito Santo. Com o objetivo de conquistar de três a quatro cadeiras na Câmara dos Deputados e de seis a oito na Assembleia Legislativa do Estado, a federação apresenta chapas fortes, mas enfrenta o desafio de que muitos de seus candidatos são figuras conhecidas, podendo resultar na dificuldade de eleger todos os nomes com capital político.
Em 2022, o Progressistas conquistou duas cadeiras federais, enquanto o União Brasil não obteve votos suficientes para eleger representante. Desse modo, a federação traz um benefício eleitoral maior para o União, que se beneficia de um time com maior potencial. Entre os nomes que buscam reeleição estão os deputados federais Da Vitória e Amaro Neto, pelo PP, e Messias Donato, pelo União Brasil. Importante também é a entrada de novas candidaturas, como a da bombeira Capitã Andressa e a vereadora Renata Fiório.
No âmbito estadual, o União Brasil, que já teve dois deputados saindo para a reeleição, aposta em nomes como Denninho Silva e José Esmeraldo. Outros candidatos de destaque incluem o ex-vereador Léo Camargo, além das vereadoras Isamara da Farmácia e Patricia Crizanto. Do lado do Progressistas, tentarão retornar à Assembleia Adilson Espíndula e Raquel Lessa, juntamente com quatro ex-prefeitos, destacando-se Peter Costa, Audifax, Dr. Sidiclei e Daniel Santana.
As ideologias dos partidos da UPB se identificam como integrantes do “Centrão”, com afinidades à direita e tendência ao fisiologismo. Recentemente, Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, do União Brasil, estiveram no centro de investigações relacionadas a desdobramentos do crime organizado e suas influências no setor político. Apesar dos desafios, a neutralidade adotada na disputa presidencial pelo partido também ressalta sua posição no atual cenário político.

Fonte: Século Diário

