Taxa de Desocupação no Brasil Alcança Menor Nível da Série Histórica em 2025
Em 2025, a taxa anual de desocupação no Brasil atingiu 5,6%, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. Esse resultado representa uma redução de 1,0 ponto percentual em relação a 2024, quando a taxa era de 6,6%. Comparando com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda é ainda mais significativa, totalizando 6,2 pontos percentuais. O número de desempregados no país caiu para 6,2 milhões, uma diminuição de aproximadamente 1 milhão de pessoas (-14,5%) em relação ao ano anterior.
A população ocupada também registrou um recorde, alcançando 103 milhões de pessoas, um incremento de 1,7% em comparação a 2024. Em relação a 2012, houve um aumento de 15,4%. O nível de ocupação, que indica a proporção de indivíduos que estão empregados em relação à população em idade ativa, também subiu para 59,1%, uma elevação de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior.
A taxa de subutilização, que inclui pessoas que estão subempregadas ou desalentadas, foi estimada em 14,5% em 2025, uma diminuição de 1,7 ponto percentual em relação a 2024. A população subutilizada caiu para 16,6 milhões, um recuo de 10,8% em relação ao ano anterior. Apesar dessa melhora, esse número ainda está 2,0% acima do menor nível registrado em 2014.
Entre os segmentos de emprego, o número de trabalhadores com carteira de trabalho no setor privado cresceu 2,8% em 2025, totalizando 38,9 milhões, enquanto o número de trabalhadores sem Carteira caiu 0,8%, chegando a 13,8 milhões, um aumento de 28,8% desde 2014. O número de trabalhadores autônomos também registrou crescimento, atingindo 26,1 milhões, equivalente a um aumento de 2,4% comparado a 2024.
Em relação ao rendimento, o valor anual do rendimento real habitual estimado foi de R$ 3.560, um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior, e de 15,5% desde 2012. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, o maior valor da série. No que diz respeito à informalidade, houve uma leve queda, passando de 39,0% em 2024 para 38,1% em 2025.
No setor de atividades, “Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas” teve o maior aumento percentual, com um incremento de 6,8%, totalizando 13,4 milhões de pessoas. O grupo de “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”, por sua vez, manteve-se como o mais ocupado em termos absolutos, com 19,5 milhões de pessoas, enquanto a construção civil registrou uma queda de 3,9%, caindo para 7,4 milhões de trabalhadores.
PNAD Contínua: em 2025, taxa anual de desocupação foi de 5,6% enquanto taxa de subutilização foi 14,5%

