EducaçãoSC proíbe cotas raciais em universidades estaduais, gera polêmica

SC proíbe cotas raciais em universidades estaduais, gera polêmica

Assembleia Legislativa de Santa Catarina Aprova Proibição de Cotas Raciais em Universidades Estaduais

A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou, em votação simbólica, a proposta do Projeto 753/2025 que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades estaduais. Apresentado pelo deputado Alex Brasil (PL), a proposta veda a inclusão de critérios raciais para o ingresso de estudantes e funcionários nas instituições estaduais que recebem verba pública. Embora não mencione explicitamente “cotas raciais”, o texto deixa claro que essa forma de inclusão não está autorizada nas reservas de vagas, exceto nas situações de pessoas com deficiência (PCD), critérios econômicos e estudantes oriundos de escolas públicas estaduais.

A mudança legislativa impacta direta e especialmente a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que alberga cerca de 14 mil alunos em mais de 60 cursos de graduação e 50 programas de pós-graduação. O não cumprimento das novas normas poderá custar até R$ 100 mil por edital, além de possibilitar a abertura de procedimentos administrativos disciplinares contra agentes públicos que desrespeitem o princípio da legalidade. Na defesa do projeto, o autor destacou que as cotas raciais levantam controvérsias jurídicas e vão de encontro aos princípios de isonomia, citando que a meritocracia deve prevalecer na seleção dos candidatos.

Por outro lado, a oposição se manifestou enfaticamente contra a aprovação da proposta. Deputados do Partido dos Trabalhadores (PT), como Fabiano da Luz, criticaram o projeto, argumentando que ele não promove justiça, mas sim um “apagamento” das desigualdades históricas enfrentadas por negros e pardos no estado. Para ele, a proposta retira um importante instrumento de correção das desigualdades estruturais, evidenciadas pelos dados do Censo 2022 que mostram que pretos e pardos representam apenas 23,3% da população catarinense.

A proposta ainda será submetida à sanção do governador Jorginho Mello, do mesmo partido do autor. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SC) já anunciou uma análise técnica sobre a constitucionalidade da proposta, afirmando que as políticas de cotas são essenciais para promover a igualdade e combater desigualdades históricas.

Deputados de SC proíbem cotas raciais em universidades estaduais

Fonte: Agencia Brasil.

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