Rioprevidência Anuncia Destinação de Recursos Excedentes para Benefícios Previdenciários e Adota Critérios Conservadores em Investimentos
Na última terça-feira (9), o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) divulgou uma importante medida que visa garantir recursos para o pagamento de benefícios previdenciários aos servidores públicos estaduais. Segundo comunicado da autarquia, a nova regra estipula que os valores que excederem 150% das despesas administrativas da instituição nos últimos doze meses serão destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões. A expectativa é que até o fim deste ano, cerca de R$ 100 milhões sejam revertidos para esse fim.
A decisão, aprovada pela diretoria executiva do Rioprevidência no último dia 2, ocorrerá em um contexto crítico, já que o órgão foi recentemente implicado em investigações relacionadas ao Caso Master, que revela suspeitas sobre a compra irregular de bilhões em letras de crédito. A medida também reflete uma mudança na estratégia de investimentos do fundo, que agora adota critérios mais conservadores, priorizando aplicações de curto prazo e maior liquidez. O diretor-presidente da autarquia, Felipe Derbli, ressalta que a mudança não apenas reforça o pagamento dos benefícios, mas serve como um mecanismo para limitar despesas futuras.
Com a nova política de investimentos, o Rioprevidência pretende evitar a exposição dos recursos do custeio administrativo a aplicações de maior risco e longo prazo, situação que, segundo Derbli, não é mais aceitável. “Não há sentido em submeter os recursos do custeio administrativo do Rioprevidência a investimentos de longo prazo, naturalmente mais arriscados”, afirmou o diretor.
A reavaliação das práticas do Rioprevidência ocorre em um momento em que a Polícia Federal investiga o possível envolvimento do ex-governador Cláudio Castro em práticas irregulares relacionadas à aplicação de recursos do fundo em Letras de Crédito e fundos do Banco Master, totalizando aproximadamente R$ 3 bilhões. A Operação Compliance Zero, que já conta com várias fases de investigação, revelou que, entre outubro de 2023 e julho de 2024, a instituição realizou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, conforme documentos enviados ao ministro do STF, André Mendonça, responsável pelo Caso Master. As irregularidades investigadas continuam a ser um foco de atenção e podem influenciar as diretrizes futuras do Rioprevidência.

Rioprevidência anuncia reversão de recursos de custeio para benefícios
Fonte: Agencia Brasil.
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