A febre do Oropouche fez mais uma vítima fatal no Rio de Janeiro, com a morte de uma mulher de 38 anos, residente de Nilópolis, na Baixada Fluminense. A confirmação veio após análises do Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vincularam o óbito ao vírus.
Este incidente eleva para quatro o número de mortes no estado devido a esta doença. As outras vítimas foram registradas nas cidades de Cachoeiras de Macacu, Paraty e Macaé, com os casos sendo considerados isolados pelas autoridades de saúde. Desde o surgimento do vírus no contexto estadual, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) intensificou suas investigações e aprimorou protocolos de vigilância e controle da doença.
A SES-RJ, sob a liderança da secretária Claudia Mello, tem fortalecido a vigilância, monitorando a situação semanalmente e promovendo capacitações para conter a disseminação do vírus. Até o momento, foram confirmados 1.836 casos em 2025, com Cachoeiras de Macacu, Macaé, Angra dos Reis e Guapimirim sendo os municípios mais afetados.
A doença, transmitida principalmente pelo inseto maruim (Culicoides paraensis), gera sintomas similares aos da dengue. A recomendação para prevenção inclui uso de roupas que cubram a maior parte do corpo, aplicação de óleos corporais em áreas expostas, limpeza de terrenos e instalação de telas em moradias.
Os esforços da SES-RJ e do Ministério da Saúde visam não apenas tratar os afetados, mas também prevenir novos casos, através de uma abordagem que inclui educação de saúde pública e medidas de controle ambiental, conforme explicado pelo subsecretário Mário Sergio Ribeiro. Com essas ações, reforça-se o compromisso das autoridades em responder efetivamente à emergência de saúde pública representada pela febre do Oropouche.
Estado do Rio registra quarta morte por febre do Oropouche
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