Professora Débora Garofalo foi novamente homenageada com o prêmio “Global Teacher Influencer of the Year” em Dubai, destacando-se por seu impacto na área educacional além das salas de aula. Em 2015, Garofalo iniciou um inovador projeto de robótica com sucata na EMEF Almirante Ary Parreiras, na periferia paulistana, enfrentando desafios como violência e condições precárias de saneamento que afetavam seus alunos. Seus esforços não apenas melhoraram o ambiente educacional, mas também integraram a comunidade local no processo educativo, culminando na criação de uma política pública para implementar a robótica em escolas estaduais.
Débora Garofalo compartilha que a inspiração para iniciar o projeto surgiu ao observar os sérios problemas de lixo na comunidade, que afetavam diretamente a vida e a saúde dos estudantes. O primeiro protótipo criado por ela e pelos alunos, um carrinho movido a bexiga, transformou a percepção sobre o lixo, demonstrando seu potencial como recurso didático. A iniciativa não apenas capturou a imaginação dos alunos, mas também incentivou a participação de toda a comunidade escolar.
Os resultados do trabalho de Garofalo na escola foram notáveis, com significativas melhorias no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e uma drástica redução na evasão escolar. Mais de uma tonelada de lixo foi retirada das ruas e reciclada em projetos escolares, e o trabalho infantil na comunidade foi reduzido em 95%. Estes avanços levaram à sua nomeação na Secretaria Estadual de Educação para expandir seu projeto para todo o estado, impactando milhões de estudantes.
Em 2026, este reconhecimento global foi apenas o cume de uma trajetória marcada por desafios e inovações, onde Garofalo provou que é possível transformar adversidades em oportunidades educacionais. A professora também é autora do livro “Robótica com Sucata – Uma aventura pela criatividade”, que busca inspirar outros educadores a adotar metodologias similares.
Foto de destaque: Débora Garofalo em Dubai, recebendo o prêmio “Global Teacher Influencer of the Year”. Crédito: Débora Garofalo/Arquivo pessoal.
“Estudante deve errar, idealizar e construir”, diz professora premiada
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