Pioneiras do Futebol Feminino São Destaque no Programa “Sem Censura” da TV Brasil
Na última sexta-feira (26), o programa Sem Censura, da TV Brasil, anunciou a presença de três ícones do futebol feminino brasileiro: Marilza Martins da Silva, conhecida como Pelezinha; Marisa Pires, a Caju, primeira capitã da seleção brasileira feminina; e Márcia Matos, a Russa, bicampeã sul-americana e participante do Mundialito. As ex-atletas, que representaram o Esporte Clube Radar, fundado em 1932 em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, compartilharam suas experiências e desafios em uma época em que o futebol feminino era considerado um esporte proibido, retornando ao palco apenas em 1980, após a revogação de um decreto que o proibia.
Durante a atração, que ocorre a apenas um ano da Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil, essas pioneiras lembraram da luta e determinação para conquistar um espaço na modalidade. Pelezinha, que recebeu seu apelido por suas habilidades impressionantes de drible na areia, relembrou a emoção de representar a seleção brasileira na China. “É uma emoção você ir pra a China”, comentou, destacando a surpresa que foi receber a camisa amarelinha com o emblema da CBF e o escudo do Radar.
A capitã Marisa Pires trouxe à tona a espinhosa realidade de sua época, ressaltando que, embora os estádios estivessem cheios, as jogadoras não recebiam salários fixos, apenas “bicho” por partida. “A nossa persistência, o amor, a paixão é que levaram o futebol ao patamar em que está hoje”, afirmou Caju, ao abordar as oportunidades que as novas gerações têm de um cenário mais acolhedor e profissionalizado.
As atletas também comentaram sobre a recente lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garante o pagamento de R$ 500 mil para aquelas que representaram o Brasil entre 1988 e 1991. Esse pagamento, segundo Caju, é uma vitória tardia, mas crucial para uma geração que lutou com dificuldade. Márcia Matos destacou a importância de Marileia dos Santos, conhecida como Michel Jackson, creditando a ela a conquista desse valor. “Ela foi incansável. Correu atrás e conseguiu que as atletas pioneiras do futebol feminino fossem beneficiadas”, comemorou Russa.
Essas reflexões não apenas celebram as conquistas alcançadas pelas mulheres no futebol, mas também evidenciam a distância que ainda existe entre as jogadoras e o reconhecimento profissional adequado. A luta das pioneiras ecoa como um lembrete de que, apesar das conquistas, a jornada do futebol feminino no Brasil permanece repleta de desafios e esperanças.
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Foto: Rodrigo Peixoto/TV Brasil
Pioneiras do futebol contam trajetória no programa Sem Censura
Fonte: Agencia Brasil.
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