Produção Industrial Brasileira Cresce pelo Terceiro Mês Consecutivo, Atingindo Novos Patamares
A produção industrial brasileira registrou um crescimento de 0,1% entre fevereiro e março de 2026, consolidando a expansão pelo terceiro mês seguido. De acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor acumula um aumento de 3,1% no ano. Este resultado marca um retorno aos níveis de produção observados antes da pandemia, com a indústria agora 3,3% acima dos índices de fevereiro de 2020. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer, já que o nível recorde de produção, alcançado em maio de 2011, ainda está 13,9% acima dos resultados atuais.
A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira, 6 de abril, aponta que todas as quatro grandes categorias econômicas e 8 dos 25 ramos industriais analisados apresentaram crescimento na produção. Entre os setores que mais contribuíram para o avanço, destacaram-se o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com um crescimento de 2,2%, e o setor químico, que cresceu 4,0%. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, o setor de coque já acumula uma expansão de 11,5% nos últimos quatro meses.
Além destes, outros setores como veículos automotores e metalurgia também apresentaram resultados positivos, com crescimentos de 1,1% e 1,2%, respectivamente. No entanto, nem todas as categorias mostraram desempenho favorável. Entre as 16 atividades que registraram queda, o setor de bebidas teve uma redução de 2,9%, encerrando um ciclo de três meses de crescimento. Outros setores, como máquinas e aparelhos elétricos, apresentaram uma queda ainda mais acentuada, com 3,9%.
O IBGE também destacou os impactos negativos em diversos setores, como móveis (-6%) e vestuário e acessórios (-4,1%). A pesquisa reflete a complexidade do cenário industrial brasileiro, que, apesar do crescimento recente, ainda enfrenta desafios consideráveis para alcançar um equilíbrio sustentável.
Imagem: Agência Brasil
Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026
Fonte: Agencia Brasil.
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