Brasília, 06 de dezembro – Em reunião no Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, recebeu representantes do Parlamento Europeu para discutir a implementação do acordo comercial entre Mercosul e a União Europeia, celebrado em janeiro no Paraguai, que promete transformar significativamente o cenário de comércio internacional.
Os representantes conversaram sobre os próximos passos após a entrada em vigor do tratado na semana passada. Este acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e já resultou na redução significativa de tarifas para produtos brasileiros exportados para a Europa. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa agora são isentas de tarifas.
A implementação do tratado é, por ora, provisória. Em janeiro, a Comissão Europeia referiu o documento ao Tribunal de Justiça da União Europeia para revisão quanto à sua compatibilidade com as leis do bloco, podendo o processo levar até dois anos. Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu, exprimiu confiança no resultado positivo deste exame jurídico e subsequente ratificação pelo Parlamento Europeu.
Um dos pontos fortes do acordo é a imediata liberação tarifária para mais de 5 mil produtos brasileiros, incluindo itens industriais, alimentícios e matérias-primas, com cerca de 93% desses produtos sendo bens industriais beneficiados no curto prazo. Alckmin destacou durante a reunião que o acordo foi minuciosamente elaborado, incluindo salvaguardas para proteger os setores produtivos, e que ele reflete uma vitória do multilateralismo, com benefícios mútuos.
Adicionalmente, o Brasil estabeleceu cotas tarifárias, limitando quantidades de certas mercadorias que podem ser importadas ou exportadas sob condições favoráveis, o que representa cerca de 4% do total das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações.
O acordo abarca um conjunto de 31 países, representando um mercado de 720 milhões de consumidores e um PIB combinado superior a US$ 22 trilhões, promovendo assim uma oportunidade sem precedentes de crescimento e integração econômica entre os dois blocos.
Créditos das imagens: De acordo com fontes da Agência Brasil (imagens não visíveis no conteúdo entregue).
Delegação europeia confia em aprovação final de acordo com Mercosul
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