Santa Marta sedia a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis
Nesta sexta-feira, 24 de outubro, a cidade de Santa Marta, na Colômbia, deu início à 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis. O evento reúne mais de 60 países comprometidos em discutir e implementar estratégias para reduzir a produção, consumo e dependência do petróleo. A conferência foi proposta pela presidência brasileira durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) e tem como objetivo construir um “Mapa do Caminho” que guiará as nações na transição energética.
Ana Toni, diretora-executiva da COP30, compartilhou com a Agência Brasil suas expectativas em relação ao evento. Em entrevista, ela ressaltou que a guerra no Irã e as oscilações nos preços do petróleo evidenciam a urgência de transformar a matriz energética global. “O nosso Mapa do Caminho se transformou em uma plataforma para discutir e revisar a segurança energética, econômica e a dependência global que temos de combustível fóssil”, disse Toni.
O Mapa do Caminho, que deve ser finalizado em novembro, abordará diretrizes sobre a transição energética e a redução de emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pela mudança climática. A diretora destaca que a conferência é um espaço aberto, com a participação da sociedade civil e de grupos indígenas, com a finalidade de captar demandas e incorporar as vozes de diversos segmentos da sociedade.
Ana Toni abordou o papel fundamental que os 60 países presentes desempenham nesse processo, ressaltando que a dependência de combustíveis fósseis não é exclusiva de países produtores. “Três em cada quatro pessoas do mundo vivem em locais que importam combustíveis fósseis,” afirmou, sublinhando a relevância das discussões para todos os envolvidos.
A conferência proporcionará debates sobre as nuances da transição para longe dos combustíveis fósseis. Segundo Toni, a decisão já tomada na COP28 precisa ser seguida de ações concretas: “Precisamos pensar em como implementar o que já foi decidido. Ouvir das partes interessadas é fundamental”, afirmou, indicando que a implementação pode variar entre diferentes países.
O Mapa do Caminho deverá conter diversos capítulos, incluindo um sobre os riscos da não transição e outro dedicado às perspectivas de produtores e consumidores de combustíveis fósseis. A construção do documento também se deparará com o desafio de organizar e priorizar a vasta quantidade de informações obtidas nas contribuições de mais de 250 países e organizações.
A diplomata ressalta a importância de uma transição justa, onde “se não for justa, ela não vai acontecer”. Toni expressou otimismo em relação ao futuro, convidando a comunidade internacional a continuar debatendo soluções que levem a um desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento da segurança energética global.
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Guerra mostrou que transição energética também é questão de segurança
Fonte: Agencia Brasil.
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