O vereador Armandinho Fontoura (PL) gerou polêmica ao apresentar um “voto de louvor” ao governador Ricardo Ferraço (MDB) pela instalação da fábrica da GWM em Aracruz. A ação foi rapidamente desautorizada pelo deputado federal Gilvan da Federal, também do PL, que criticou a posição de Fontoura em um vídeo nas redes sociais.
Gilvan comunicou que o partido não apoiará candidatos do grupo político do ex-governador Renato Casagrande (PSB) e defendeu que o PL terá duas opções: candidaturas próprias ou alianças com nomes da direita, como o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos). Gilvan disse que, se Fontoura deseja homenagear um adversário, deveria deixar o partido. O vídeo também apresentou a intenção de Gilvan em manter a unidade do PL, ressaltando que Magno Malta, presidente estadual da sigla, exige um posicionamento claro.
Após a polêmica, Armandinho concordou em se retratar na próxima sessão da Câmara e deixará a liderança do PL, o que pode complicar ainda mais a situação do partido, que já enfrenta desafios de representação legislativa. Além da controvérsia com Armandinho, Gilvan também teve desentendimentos com outros membros do partido, como o vereador Dárcio Bracarense, que foi destituído do cargo após uma discussão pública.
Durante sua homenagem, Armandinho justificou sua ação ressaltando que se tratava de reconhecer um “marco significativo” para o Espírito Santo, minimizando qualquer apoio a Ferraço. Ele argumentou que “tem hora que a gente tem que parar um pouco de fazer palanque e trabalhar pelo Estado”.
A admiração de Armandinho por Ferraço não é novidade. Em dezembro de 2022, ele já havia exaltado o vice-governador em uma moção de aplauso, reforçando sua capacidade em liderar projetos importantes. A crise interna no PL reflete as tensões nas articulações eleitorais em meio a um cenário político em transformação.

Fonte: Século Diário

