Políticos capixabas de extrema direita reagiram a recentes revelações sobre Flávio Bolsonaro e seu contato com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse. O montante em questão é de R$ 134 milhões para a produção, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A justificativa de Flávio de que estava apenas buscando recursos privados para o projeto, sem contrapartidas, foi suficiente para acalmar os ânimos entre seus correligionários. O senador Magno Malta, presidente do Partido Liberal no Espírito Santo, expressou apoio ao filho do ex-presidente e defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master, que segundo ele, “precisa ser passado a limpo”.
Marcos do Val, colega de Flávio no Senado, sustentou a posição de que tratou-se de um pedido de financiamento para um filme, elogiando sua própria experiência na produção de mídia. Ele criticou ainda o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que atacou Flávio após as denúncias, lembrando do histórico de doações da família de Vorcaro ao partido Novo.
Outros deputados, como Gilvan da Federal e Messias Donato, também se manifestaram em apoio, afirmando que o financiamento é comum em processos de produção cinematográfica e se distanciando de qualquer comparação com casos de tráfico de influência. Callegari, por sua vez, exerceu uma postura mais cautelosa, afirmando que ainda não vê crime nos áudios envolvidos, mas não hesitou em indicar que pode mudar sua opinião com novas informações.
De acordo com a reportagem do The Intercept Brasil, um áudio divulgado mostra Flávio interagindo com Vorcaro sobre o financiamento, o qual foi comprometido antes da prisão do banqueiro em novembro de 2025. Embora o senador tenha reconhecido a relação, ele negou qualquer envolvimento com irregularidades.
Até o fechamento desta matéria, a ausência de uma manifestação do deputado federal Evair de Melo foi notável, considerando sua proximidade com os Bolsonaro. Enquanto os deputados capixabas se mobilizam, questões sobre o uso real do financiamento e a relação com o Banco Master ainda permanecem sem resposta.

Fonte: Século Diário

