A pré-candidatura do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), foi considerada um “momento histórico” pelo Projeto Político Militar (PPM), que busca a ampliação da representação das forças de segurança na política. Pazolini é delegado da Polícia Civil e é visto como um pontapé para que um profissional da segurança assuma o governo estadual pela primeira vez.
Na última terça-feira (12), o PPM se reuniu com Pazolini, além de ter encontros anteriores com o senador Marcos do Val e o ex-senador Magno Malta, ambos com interesses nas eleições deste ano. O apoio ao ex-prefeito parece consolidado, principalmente com a filiação de figuras ligadas ao movimento, como o sargento Jackson Eugênio Silote, pré-candidato a deputado estadual, e o tenente Sergio Assis, que busca uma vaga na Câmara dos Deputados.
Entretanto, surge um contraste significativo na figura de um dos principais apoiadores de Pazolini: o ex-governador Paulo Hartung (PSD), identificado como um adversário histórico dos militares por conta dos embates durante a greve da PM em 2017. Isso levanta questionamentos sobre a viabilidade dessa parceria, visto que membros do PPM, como o sargento Eugênio, manifestaram anteriormente sua oposição a Hartung.
O PPM, que ganhou força após a greve de 2017, se posiciona como apartidário, embora tenha se alinhado com agendas de direita e extrema-direita em várias ocasiões. A relação do movimento com o governo estadual azedou no último ano devido à falta de apoio em pleitos como reajuste salarial para os militares. Publicações recentes nas redes sociais criticaram “políticos de ocasião” que não estariam suficientemente empenhados nas demandas da categoria.
Esse cenário se torna crucial para as articulações políticas referentes ao Senado, onde a aproximação entre o PPM e Pazolini poderá influenciar diretamente as estratégias para as próximas eleições. As decisões do grupo sobre apoio a candidatos ao Senado dependerão das conversas em andamento, especialmente entre os candidatos mais alinhados à pauta da segurança pública.
As movimentações do PPM indicam uma busca por uma maior representatividade política da segurança pública, destacando a complexidade e os desafios que cercam a pré-candidatura de Lorenzo Pazolini.


Fonte: Século Diário

