Os Estados Unidos realizaram um bombardeio em Bandar Abbas, Irã, na noite de terça-feira (25), violando o cessar-fogo previamente acordado entre as duas nações. As negociações em curso, que persistem sem conclusões por quase sete semanas, foram suplantadas pelo ataque a locais descritos pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA como “bases de lançamento de mísseis e posições de minagem” no crucial Estreito de Ormuz.
Segundo o porta-voz Tim Hawkins, os bombardeios foram uma medida de “autodefesa para proteger as tropas das ameaças iranianas”. Apesar destas alegações, o Irã criticou a ação como uma “flagrante violação” do acordo de paz, por meio de uma nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do país. A nota ressalta que os atos dos EUA contradizem os esforços de mediação diplomática liderados pelo Paquistão e expõem a “má-fé” do governo americano.
O cenário em Bandar Abbas foi de tensão com relatos de múltiplas explosões por veículos de imprensa locais como Irna e Mehr News Agency, apesar das reassurances de que a situação estava controlada.
Em retaliação, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter abatido um drone MQ-9 Reaper dos EUA sobre o Golfo Pérsico. Eles avisaram que responderiam com severidade a quaisquer violações futuras do cessar-fogo.
No âmbito das negociações, enquanto Teerã demanda a retirada das bases militares americanas do Oriente Médio, o descongelamento de seus ativos no exterior e o levantamento das sanções econômicas, Washington exige a entrega do urânio enriquecido iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Situado na costeira área do Estreito de Ormuz, que foi fechado por Teerã em resposta às hostilidades iniciadas pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro, Bandar Abbas ocupa uma posição estratégica na geopolítica da região. As informações sobre os danos específicos causados pelos ataques ainda não foram confirmadas pelo governo iraniano.
EUA violam cessar-fogo com Irã em meio a negociações sem resultados
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