A Polícia Federal indiciou Yolita Loyola de Andrade, candidata a vereadora da Serra pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), em um caso que investiga possíveis fraudes eleitorais. Ao todo, 12 votos foram atribuídos a Yolita, que fez apenas uma postagem de campanha nas redes sociais, revelando irregularidades nas contas relacionadas à cota de gênero.
A investigação surgiu após uma denúncia anônima ao Ministério Público, apontando que Yolita usou recursos de campanha para fins pessoais, incluindo despesas com alimentação. A candidata contratou seus filhos como cabos eleitorais, enquanto um deles estava fora do país durante a campanha. Isso levantou suspeitas de que a candidatura tinha como principal objetivo apenas preencher a cota de gênero.
Um indiciamento formal ocorreu com base nos artigos 350 e 354-A do Código Eleitoral, que tratam de falsidade ideológica. Além das acusações contra Yolita, há também investigações sobre outros partidos, como Agir e MDB, que apresentaram candidaturas femininas com baixo desempenho eleitoral. Os partidos, em nota de defesa, argumentam que a baixa votação não é suficiente para comprovar fraude.
Segundo informações da promotoria, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) relacionada às candidaturas femininas já foi protocolada anteriormente, mas as investigações seguem apenas contra Yolita por enquanto. A desaprovação das contas de campanha e a possível condenação poderiam resultar na impugnação da chapa do PSB, onde Professor Rurdiney também foi eleito.
Os detalhes da investigação estão sendo levantados em audiências e a Polícia Federal continua a acompanhar o caso de perto, enquanto partidos envolvidos se defendem contra as acusações de irregularidades na cota de gênero.

Redes sociais
Fonte: Século Diário

