A recente aprovação do auxílio-alimentação para vereadores em 25 municípios do Espírito Santo gerou polêmica. Este ano, a medida tem sido uma constante nas Câmaras Municipais, com várias cidades elevando os valores dos benefícios mesmo diante da insatisfação popular. Em Alegre, os vereadores decidiram, na última segunda-feira (29), implementar um auxílio-alimentação de R$ 1,5 mil, valor que dobrou em relação ao anterior que já era destinado aos servidores do Legislativo local.
A prática de aumentar tais benefícios foi legitimada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCES), que declarou, em agosto, a legalidade do pagamento de auxílios não apenas para alimentação, mas também para combustível e saúde. Contudo, muitos cidadãos têm demonstrado descontentamento; um exemplo notável foi a reação da população em Ibiraçu, onde vereadores foram obrigados a revogar um auxílio de R$ 1 mil sob intensa pressão pública.
O caso de Conceição da Barra, onde o auxílio-alimentação foi elevado para R$ 1,8 mil, ilustra bem a disparidade em relação aos servidores estaduais, cujos benefícios são significativamente menores. Para comparação, a ajuda-alimentação dos vereadores de Conceição da Barra é 125% superior ao auxílio de um funcionário público do Estado, que é de R$ 800. Além disso, algumas cidades liberaram regras que permitem dobrar o auxílio em dezembro, como em Presidente Kennedy e Barra de São Francisco.
Enquanto isso, em Cachoeiro de Itapemirim, os vereadores mantém um auxílio de R$ 1,2 mil, mas recente aprovação de verbas indenizatórias para combustíveis e saúde comprometeu ainda mais o debate sobre a necessidade desses aumentos. A questão dos auxílios está longe de ser consensual e continua a render protestos e discussões intensas nas redes sociais e nas câmaras municipais.
Regiões que aprovaram os aumentos incluem, entre outras, Ecoporanga (R$ 1,2 mil), Marataízes (R$ 1,7 mil), e Alegre (R$ 1,5 mil). As propostas têm atraído o olhar da população, crítica a essas escolhas em um contexto de crescente insatisfação com a gestão pública.

Fonte: Século Diário

