A inelegibilidade do deputado federal Gilvan da Federal (PL) pode impactar os planos do partido no Espírito Santo. Condenado a oito anos após ser considerado culpado por violência política de gênero, sua defesa promete levar à Câmara de Vitória um intenso debate sobre a sua trajetória política marcada por polêmicas.
Na próxima sessão, Gilvan irá utilizar a Tribuna Livre para argumentar sobre sua condenação, que foi ratificada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) na última terça-feira. Este episódio se dá em meio a um histórico conturbado, que inclui declarações ofensivas a outras figuras políticas e uma suspensão de mandato por três meses.
Os vereadores Armandinho Fontoura e Dárcio Bracarense, ambos do PL, já demonstraram apoio a Gilvan, sugerindo até uma manifestação institucional de apoio da Câmara. A situação levanta preocupações sobre como esse cenário pode afetar as candidaturas do partido nas próximas eleições de 2026, especialmente se a condenação for mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Callegari, ex-integrante do PL, defendeu Gilvan, insinuando que sua rival, a deputada estadual Camila Valadão (Psol), se beneficiou da repercussão gerada por suas declarações. Essa dinâmica pode resultar em complicações adicionais para o PL, que já enfrentou a perda de um de seus maiores puxadores de votos.
O presidente estadual do PL, Magno Malta, classificou a condenação como “desproporcional”, ressaltando que a sanção imposta ao parlamentar não deveria levar à sua exclusão definitiva da vida pública. Malta defende que os atos atribuídos a Gilvan, embora questionáveis, não atentam contra o núcleo da função legislativa.
Contudo, a tipificação da violência política de gênero na legislação complica a situação do deputado, desafiando a argumentação do partido e reacendendo debates prementes sobre o comportamento no meio político.
(Imagem: Reprodução)
Fonte: Século Diário

