O Supremo Tribunal Federal anunciou com pesar o falecimento de Octavio Gallotti, ex-presidente da corte e ministro aposentado, aos 95 anos de idade. O velório será aberto ao público no Salão Branco do STF, em 27 de julho, das 10h às 16h, e o sepultamento ocorrerá no dia seguinte, no Rio de Janeiro.
Natural do Rio de Janeiro, Gallotti teve uma notável carreira jurídica, servindo ao Supremo Tribunal Federal de 1984 até sua aposentadoria em 2000. Sua gestão foi marcante especialmente após a promulgação da Constituição Federal de 1988, ajudando a consolidar a jurisprudência do STF durante um período crítico de transformações no Brasil. Além disso, presidiu o Tribunal Superior Eleitoral de 1994 a 1996.
O ministro Edson Fachin, atual presidente do STF, destacou a importância de Gallotti para a justiça brasileira: “Magistrado de notável cultura jurídica e espírito público exemplar, seu compromisso com a Constituição ajudou na construção jurisprudencial e no fortalecimento das instituições democráticas do país.” Fachin ressaltou também que o legado de Gallotti vai além de suas decisões judiciais, influenciando gerações de juristas e fortalecendo a confiança da sociedade no Judiciário.
O Ministério Público Federal também expressou seu luto, reconhecendo a atuação equilibrada e tecnicamente rigorosa de Gallotti. “Sua obra deixa um legado valioso para o Direito brasileiro e para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito”, afirmou o MPF. A perda de Gallotti é sentida por todo o sistema jurídico e por aqueles que prezam as bases democraticas e legais do Brasil.
Ex-presidente do STF, Octavio Gallotti morre aos 95 anos
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