Ana Paula Rocha (Psol), Armandinho Fontoura (PL) e João Flávio (MDB) foram escolhidos por sorteio para integrar a comissão processante da Câmara de Vitória, após a instalação unânime da comissão contra o vereador Baiano do Salão (Podemos), condenado a 31 anos de prisão por estupro de vulnerável. Em um clima de seriedade, o relator designado foi Armandinho, enquanto João Flávio assumiu a presidência.
Durante a sessão, Baiano do Salão não compareceu e alegou problemas de saúde. O presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos), sugeriu que o vereador se licenciasse para evitar “constrangimentos”. Também, Luiz Emanuel e Davi Esmael (Republicanos) requereram judicialmente a proibição de entrada de Baiano na Câmara, enquanto ele responde pela condenação.
No plenário, diversos vereadores confirmaram estar cientes das acusações contra Baiano, com Dárcio Bracarense (PL) afirmando que o vereador havia sido previamente “cobrado” em uma reunião interna. O processo judicial estava em segredo, levando a Casa a aguardar o desenrolar da situação legal.
Os parlamentares ressaltaram que Baiano do Salão terá oportunidade de se defender, tanto na Justiça quanto na comissão, mas enfatizaram a necessidade de uma resposta rápida para restabelecer a confiança da sociedade. Os trabalhos da comissão devem ser concluídos em até 90 dias.
Baiano, cujo nome de registro é Orlandino Rodrigues de Souza, alcançou seu primeiro mandato em 2024 com 2,1 mil votos. Trabalhou como cabeleireiro e foi presidente da Associação de Moradores do Bairro da Penha por seis mandatos. A condenação ocorre em meio a um contexto de acusações que datam de 2020 e: envolvem um crime grave contra uma criança.
O Podemos anunciou a abertura de um processo disciplinar contra Baiano, que pode culminar em sua expulsão do partido. Além disso, o partido pediu que o primeiro suplente, Sebastião Luiz, fique de sobreaviso para ocupar a vaga, caso necessário.

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Fonte: Século Diário

