A disputa sobre a nova data para as eleições da Mesa Diretora da Câmara de Vitória reacende tensões políticas. Um grupo liderado por Dalto Neves (SDD) protocolou o projeto de resolução 8/2026, propondo que a votação aconteça em 1º de outubro, mas o presidente Anderson Goggi (Republicanos) resiste em pautar a proposta.
Onze vereadores, incluindo nomes como Bruno Malias (PSB) e Karla Coser (PT), uniram-se no “Grupo dos 16”, que se opõe ao adiamento das eleições, anteriormente programadas para agosto, mas obstruídas por um decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto tenta garantir datas fixas para as eleições internas, com a posse da nova Mesa marcada para 1º de janeiro e a renovação em 1º de outubro.
Diante da urgência apresentada, Dalto Neves argumentou que o STF orienta que tais eleições ocorram em outubro, ressaltando a necessidade de uma definição clara. No entanto, Anderson Goggi utilizou argumentos regimentais para justificar sua hesitação em pautar a votação, afirmando que a competência para isso reside no cargo que ocupa.
O discurso esquentou na Câmara, com o líder do Governo, Leonardo Monjardim (Novo), acusando o G-16 de obstruir as funções legislativas, alegando que tais disputas não são do interesse público. Ele ainda mencionou tentativas de promover “pacificação” interna, que não prosperaram.
Os vereadores da situação, como Luiz Emanuel (Republicanos), também se manifestaram sobre a disputa interna, atribuindo a transformação da Câmara em um “ambiente desgastante” ao desejo de poder. Davi Esmael (Republicanos) e Armandinho Fontoura (PL) relembraram que, historicamente, a eleição ocorria em dezembro, e a mudança poderia ter sido um erro.
Enquanto a discussão avança, o papel do próximo presidente da Câmara ganha relevância, já que este será um ator importante no cenário político municipal. As tensões e estratégias mostram que a disputa por datas e posições está longe de ser resolvida.
Imagem: CMV
Foto: Autor desconhecido
Fonte: Século Diário

