Brasil Atinge Menor Taxa de Analfabetismo da História
O Brasil alcançou um marco significativo na educação ao registrar a menor taxa de analfabetismo da sua história entre a população adulta (acima de 15 anos). A revelação foi feita pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante um evento em Fortaleza, nesta quarta-feira (24). Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação de 2025, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país contabiliza 8,4 milhões de não alfabetizados, o que representa 4,9% da população adulta. Este é o menor percentual desde o início da série histórica em 2016, indicando uma evolução importante nas políticas educacionais brasileiras.
Conforme enfatizado pelo ministro, os dados da Unesco sinalizam que o analfabetismo, que por séculos foi um problema estrutural no Brasil, finalmente deixa de ser uma questão crítica. “Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. Pela primeira vez, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, destacou Barchini, ressaltando o trabalho conjunto do governo com a sociedade para alcançar tal resultado.
O anúncio foi realizado ao lado de importantes figuras políticas, como o ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador do Ceará, Elmano de Freitas. O ministro atribuiu a melhoria nos índices de alfabetização a várias iniciativas, especialmente as políticas de recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), que apresentaram um aumento de 40 mil matrículas em relação a anos anteriores, refletindo a redução no analfabetismo.
Políticas de Inclusão e Resultados Esperançadores
Barchini também se referiu a três indicadores que demonstram melhorias significativas e simultâneas no sistema educacional. O abandono escolar foi reduzido em 61% desde 2022, enquanto a reprovação em escolas diminuiu 62%, contribuindo para o engajamento dos estudantes. Além disso, a distorção idade-série — um problema recorrente que afeta a aprendizado dos alunos — apresentou uma diminuição de 28%.
“Pela primeira vez, temos esses três dados: a diminuição do abandono, da reprovação e da distorção idade-série. Tudo isso ocorreu sem comprometer a qualidade da educação”, afirmou Barchini, ressaltando os impactos positivos nas condições de ensino e aprendizado.
Ainda de acordo com o ministro, outras ações federais implementadas desde 2023 também foram fundamentais para essa melhoria. Entre elas, mencionou a expansão de escolas em tempo integral, a criação da estratégia nacional de Escolas Conectadas e um aumento significativo no orçamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o que totalizou mais de R$ 40 bilhões.
Programa Pé-de-Meia como Fator de Sucesso
Barchini apontou o programa Pé-de-Meia como o principal fator na melhora dos índices educacionais. Essa iniciativa, coordenada pelo Ministério da Educação, oferece incentivo financeiro para estudantes do ensino médio público, contribuindo para uma maior frequência escolar e engajamento nas aulas.
“Os jovens estão frequentando mais a escola, faltando menos e prestando mais atenção nas aulas”, concluiu Barchini, evidenciando a importância de políticas educacionais centradas na inclusão e permanência dos estudantes nas escolas.
Com o compromisso contínuo do governo em promover a educação, o Brasil mostra um caminho promissor na luta contra o analfabetismo e pela melhoria da qualidade de ensino em todo o território nacional.
MEC: queda do analfabetismo no Brasil é ligada a políticas na educação
Fonte: Agencia Brasil.
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