Bolsonaristas contrariam a tendência de recuo de seus colegas, Amaro Neto e Da Vitória, em relação à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa o fim da escala 6×1. Enquanto Amaro e Da Vitória pediram a retirada de suas assinaturas em apoio às emendas que diluem esta proposta, Evair de Melo e Messias Donato se mantêm firmes em suas posições.
Amaro Neto e Da Vitória, ambos do PP, foram às redes sociais para justificar suas decisões, explicando que apoiavam o fim da escala 6×1 e que suas assinaturas nas emendas tinham como objetivo favorecer uma “discussão responsável” na comissão. No entanto, decidiram retirar suas assinaturas para evitar mal-entendidos sobre suas intenções. Em contrapartida, Evair de Melo e Messias Donato não recuaram, e Donato chegou a rebater acusações, alegando que as emendas eram meras sugestões e não imposições.
O tema do fim da escala 6×1 ganhou notoriedade com o apoio do Movimento Vida Além do Trabalho, promovido pelo vereador carioca Rick Azevedo e pela deputada paulista Erika Hilton, ambos do PSOL. A proposta também conquistou a simpatia do governo do presidente Lula (PT), tornando-se um assunto prioritário. Apesar da resistência por parte da extrema direita, que vê a proposta de forma negativa, a maioria da população tende a apoiar essa mudança.
O lobby empresarial tem influenciado a postura de vários parlamentares, que tentam assim minimizar os impactos da PEC com emendas que fazem adaptações. Uma das propostas, do deputado Sérgio Turra (PP-RS), sugere que a implementação da nova jornada dependa de uma lei complementar e de metas de produtividade. Outra emenda de Tião Medeiros (PP-PR) cria exceções para atividades “essenciais”, permitindo que setores específicos mantenham a jornada de 44 horas semanais.
Com a repercussão negativa das emendas, muitos parlamentares recuaram, mas os bolsonaristas Evair de Melo e Messias Donato permanecem firmes. Evair de Melo, conhecido por suas ligações com o agronegócio, expressa resistência a mudanças que podem ser interpretadas como fraqueza no atual cenário político, enquanto Messias Donato enfrenta críticas, afirmando que não votou para aumentar a jornada de trabalho.

Fonte: Século Diário

