Taxa de Desocupação Atinge 6,1% no Primeiro Trimestre de 2026, Alta em 15 Unidades da Federação
A taxa de desocupação no Brasil no primeiro trimestre de 2026 apresentou um aumento de 1,0 ponto percentual (p.p.), alcançando 6,1%, em comparação ao quarto trimestre de 2025, que registrou 5,1%. Entretanto, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma diminuição de 0,9 p.p., uma queda significativa em relação aos 7,0% registrados no primeiro trimestre de 2025.
O cenário de desocupação variou entre as unidades da federação, com um aumento notável em 15 estados, destacando-se o Ceará (2,3 p.p.), Acre (1,8 p.p.) e Tocantins (1,6 p.p.). As taxas mais elevadas de desocupação foram em Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). Em contrapartida, Santa Catarina apresentou a menor taxa, com 2,7% de desocupação.
Analisando a desocupação por sexo, a taxa foi de 5,1% entre homens e 7,3% entre mulheres. Em termos de raça, a taxa de desocupação foi de 4,9% para brancos, superior a 7,6% para pretos e 6,8% para pardos, evidenciando desigualdades no mercado de trabalho.
No contexto educacional, as pessoas com ensino médio incompleto enfrentaram a maior taxa de desocupação, de 10,8%, enquanto aquelas com nível superior completo apresentaram a menor taxa, de 3,7%. A taxa composta de subutilização – que inclui desocupados, subocupados e força de trabalho potencial – foi de 14,3%, com o Piauí apresentando a maior taxa nesse aspecto, com 30,4%, e Santa Catarina a menor, com 4,7%.
O primeiro trimestre de 2026 ainda viu o percentual de desalentados – aqueles que desistiram de procurar trabalho – em 2,4%, com o Maranhão apresentando os maiores índices (10,3%) e Santa Catarina os menores (0,3%).
A formalização do trabalho se manteve uma preocupação, uma vez que 74,7% dos empregados no setor privado tinham carteira assinada, com Santa Catarina (86,7%) liderando esta estatística e Maranhão (53,4%) registrando o menor percentual. O percentual de trabalhadores por conta própria foi de 25,5%, sendo o Maranhão também o que mais registrou essa prática, com 34,1%.
Por fim, 1,1 milhão de pessoas buscavam trabalho há dois anos ou mais, uma queda de 21,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já os que buscavam emprego há menos de um mês totalizavam 1,4 milhão, apresentando uma diminuição de 14,7% no mesmo comparativo. O rendimento médio real no Brasil foi estimado em R$ 3.722, com as regiões Nordeste e Centro-Oeste apresentando o aumento do rendimento.
PNAD Contínua Trimestral: desocupação sobe em 15 das 27 UFs no 1° trimestre de 2026

