O anúncio do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), de um reajuste de 10% nos salários dos servidores, gerou intensos debates na Câmara de Vereadores. A proposta, dividida em duas parcelas — 5% em abril e 5% em janeiro de 2027 — foi criticada por Waleska Timoteo, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Vitória (Sindsmuvi), que a classificou como “vergonha” devido ao fracionamento.
O projeto de lei 84/2026 não apenas traz o reajuste, mas também propõe o corte de 100 cargos comissionados e se estende aos secretários municipais. Atualmente, um secretário recebe R$ 16,6 mil, e o valor deve subir para R$ 17,5 mil em 2026 e R$ 18,3 mil em 2027, caso a proposta seja aprovada.
Apesar do anúncio nas redes sociais, o projeto foi protocolado quando a sessão já ocorria, e obtiveram 18 votos a favor e nenhum contra para o requerimento de urgência, mas não conseguiram as assinaturas para a votação imediata. A revisão abrange servidores efetivos, aqueles com cargos de comissão e conselheiros tutelares.
Timoteo destacou que a proposta não recompõe as perdas dos últimos dois anos e criticou o compromisso do prefeito com a população, ao invés de focar em “likes” nas redes sociais. O impacto financeiro do projeto é de R$ 45,2 milhões em 2026 e R$ 123,8 milhões nos anos seguintes.
Na Câmara, os vereadores da oposição expressaram preocupações sobre a forma como o projeto foi apresentado, acusando o governo de tentar incluir “jabuticabas”. Por outro lado, a base do prefeito argumentou que a valorização do servidor está sendo promovida junto à responsabilidade fiscal.
Durante o debate, o clima esquentou, com relações tensas entre os vereadores, refletindo a crise política ao redor da eleição da Mesa Diretora. A extinção de cargos comissionados suscitou acusações relacionadas a interesses pessoais, criando um ambiente acelerado de contendas e discordâncias.

Fonte: Século Diário

