Presidente da CBF Investigado em Operação de Crimes Eleitorais
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enfrentou uma manhã agitada nesta quarta-feira após agentes da Polícia Federal realizarem diligências em sua sede no Rio de Janeiro, como parte da Operação Caixa Preta. A operação, orquestrada pela Justiça Eleitoral de Roraima, investiga supostas irregularidades cometidas em Roraima durante as eleições, e tem entre os investigados o atual presidente da CBF, Samir Xaud, que concorreu ao cargo de deputado federal pelo MDB em 2022 no mesmo estado.
Não obstante, a CBF esclareceu que Xaud “não é o centro das apurações” e que a busca não resultou na apreensão de quaisquer materiais. Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de busca e apreensão, atravessando as esferas de Roraima e Rio de Janeiro, e determinou o bloqueio judicial de mais de R$ 10 milhões em contas relacionadas aos investigados.
A investigação ganhou corpo após a apreensão de R$ 500 mil em dinheiro poucos dias antes das eleições municipais de 2024, levantando suspeitas significativas de práticas ilegais. O foco da investigação inclui, mas não se restringe, às atividades de Xaud.
Em resposta, a CBF emitiu uma nota formal, assinalando que a presença dos agentes federais foi um procedimento padrão seguindo ordens judiciais e que as investigações não incluem nenhuma relação com as operações normais da CBF ou com o futebol brasileiro de maneira ampla. “O presidente Samir Xaud permanece tranquilo e à disposição para colaborar com as autoridades no que for necessário”, afirmou a nota.
Até o momento desta publicação, a Agência Brasil não conseguiu contato com Samir Xaud para comentários adicionais sobre o caso.
(Créditos da imagem: Agência Brasil)
Samir Xaud está entre investigados por crime eleitoral, diz CBF
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