EducaçãoGoverno de SP recorre de decisão contra PMs em escolas públicas

Governo de SP recorre de decisão contra PMs em escolas públicas

Governo de São Paulo Recorrerá de Decisão Judicial sobre Contratação de Policiais para Escolas

O governo de São Paulo, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, decidiu recorrer da liminar que suspendeu a contratação de policiais militares para atuar na rede pública de ensino. A decisão judicial, proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) na última sexta-feira (18), foi solicitada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A medida visa impedir a implementação de um projeto que busca integrar a abordagem militar nas escolas, uma estratégia que remete à administração anterior de Jair Bolsonaro, que já havia tentado implantar essa abordagem em nível nacional.

A proposta inicial do governo paulista era a de contratar 208 policiais militares que, além de zelar pela segurança, também teriam a função de ministrar aulas em escolas cívico-militares. A deputada federal Professora Luciene Cavalcante, presidenta da Federação PSOL-Rede, manifestou preocupação com a possibilidade de que esses profissionais fossem admitidos sem a realização de um concurso público, sendo escolhidos apenas através de entrevistas.

No despacho que garantiu a liminar, o relator do TJSP, José Carlos Ferreira Alves, aludiu à inconstitucionalidade do projeto, sustentada pela Apeoesp. O sindicato argumenta que a contratação dos policiais fere a Constituição Federal, especialmente por não permitir uma consulta abrangente e efetiva das comunidades escolares, que deveriam ter a oportunidade de opinar sobre a mudança proposta. Além disso, há críticas sobre a discrepância salarial, já que os policiais receberiam vencimentos superiores aos dos professores, questionando ainda a legalidade orçamentária e a responsabilidade fiscal do governo.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também já se manifestou sobre o tema, considerando inconstitucional a implementação de escolas cívico-militares, tanto em São Paulo quanto no Rio Grande do Sul. O cronograma para a seleção previa a divulgação dos resultados para o dia 5 de agosto, com convocação dos aprovados ocorrendo entre 6 e 20 de agosto, e a posse dos novos profissionais marcada para 25 de agosto.

A discussão em torno da inclusão de policiais militares nas escolas é parte de um debate mais amplo sobre a segurança na educação e está gerando reações variadas entre professores, pais e estudantes.

SP: governo vai recorrer para contratar PMs como monitores de escolas

Fonte: Agencia Brasil.

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