Desafios na Matrícula de Educação Infantil no Brasil: Análise por Região e Estratégias do MEC
Apesar da obrigatoriedade da matrícula na educação infantil a partir dos 4 anos, 876 municípios brasileiros ainda registram índices abaixo do desejado. Essa disparidade é mais acentuada na Região Norte, onde 29% dos municípios têm menos de 90% das crianças dessa faixa etária matriculadas, segundo dados divulgados em 29 de novembro de 2025 pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em colaboração com diversas fundações e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O menor percentual está no Sul do Brasil, onde 11% dos municípios apresentam menor cobertura. O Centro-Oeste conta com 21% dos municípios abaixo da meta, seguido pelo Nordeste com 17% e Sudeste com 13%. As capitais que se destacam com 100% de cobertura para crianças de 4 e 5 anos incluem Vitória, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.
No que se refere às crianças de até 3 anos, a maior parte dos municípios brasileiros (81%) ainda apresenta uma cobertura menor que 60%, com o Norte liderando com 94%. Esses dados são preocupantes, principalmente porque refletem desigualdades significativas e desafios na garantia de acesso à educação infantil.
Para enfrentar essa situação, o Ministério da Educação (MEC) reiterou o compromisso com a ampliação do acesso à educação infantil, destacando investimentos significativos por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com a entrega de 886 unidades de educação infantil e a previsão de construção de mais 1.684 estruturas.
O MEC também enfatizou a importância de finalizar obras paralisadas, com 278 unidades já concluídas, o que deve gerar nesta etapa mais de 323 mil novas vagas. Estas iniciativas visam não apenas aumentar a disponibilidade de vagas, mas também assegurar a qualidade e equidade no acesso à educação infantil em todo o país.
Creditos das imagens: Agência Brasil
Uma em cada 10 crianças de 4 e 5 anos não vai à escola e em 876 cidades
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