Título: Ataque dos EUA resulta na captura de Nicolás Maduro e provoca reações globais
Na madrugada de sábado, 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque na Venezuela que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O governo norte-americano justifica a ação alegando que ambos estão envolvidos com o tráfico internacional de drogas e anunciou que pretende assumir a administração do país até que uma transição segura e adequada seja possível. A captura de Maduro gerou indignação e celebração nas ruas ao redor do mundo, refletindo as divisões profundas na opinião pública sobre a intervenção. Nas principais cidades de países latino-americanos, como Bogotá, Lima e Quito, além da Espanha, brasileiros e venezuelanos se manifestaram, articulando protestos e celebrações que variavam de acordo com suas perspectivas sobre a liderança de Maduro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que empresas americanas assumirão o controle do setor petrolífero venezuelano, país que possui as maiores reservas de óleo e gás do mundo. A atuação militar despertou intensos debates sobre a soberania das nações da América Latina e as consequências do intervencionismo dos EUA. Ao longo do fim de semana, manifestações em lugares como a Cidade do México evidenciaram a polarização entre grupos que celebravam a ação e aqueles que a contestavam, levando a intervenções da polícia para evitar conflitos.
Em Buenos Aires, a divisão se repetiu, com movimentos sociais se reunindo em frente à embaixada dos Estados Unidos, enquanto outros festivamente comemoravam a captura de Maduro no Obelisco. Nos Estados Unidos, cidades como Nova York e São Francisco também foram palco de manifestações, onde os venezuelanos expressaram suas opiniões, reforçando a complexidade e o impacto desta crise no cenário internacional.
Cerca de 20% da população da Venezuela deixou o país desde 2014, buscando melhores condições de vida em nações vizinhas, como Colômbia e Peru. Com isso, a diáspora venezuelana se espalhou pelo mundo, e muitos se manifestaram em solidariedade à situação enfrentada no seu país de origem. Andrés Losada, um venezuelano que vive na Espanha, expressou sua esperança de que a ação dos EUA possa abrir caminho para a liberdade de seu povo, apesar de suas incertezas.
Enquanto Maduro e Flores estão sob custódia americana, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela afirmou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumirá a presidência interina. A resposta da população na Venezuela foi contundente, com manifestações em Caracas reprovando a intervenção exterior e denunciando o que muitos consideram um roubo dos recursos naturais do país.
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A situação está longe de se resolver, e os próximos passos do governo americano e das reações globais ao ataque irão moldar os desdobramentos na Venezuela e possivelmente em toda a América Latina.
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Com informações da Reuters
Venezuelanos no exterior reagem a ataque dos EUA e queda de Maduro
Fonte: Agencia Brasil.
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