Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) continuam, por mais um dia, a ocupação da reitoria iniciada na última quinta-feira, exigindo do reitor, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, uma retomada de diálogo após o encerramento abrupto das negociações pela administração. Os alunos alegam que muitas das suas demandas essenciais permanecem sem resposta.
O movimento estudantil, representado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), critica as condições de permanência na instituição, citando problemas graves nas moradias estudantis do Conjunto Residencial da USP (CRUSP), como a falta de água e a proliferação de mofo, e a qualidade insatisfatória de alimentação nos restaurantes universitários, mencionando o fornecimento de comida estragada e, em alguns casos, com larvas.
Em um encontro anterior com a reitoria, foi apresentada uma proposta de aumento de R$27 para os beneficiários integrais e de R$5 para os parciais do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), proposta essa que os estudantes consideram insuficiente. Atualmente, o auxílio integral está em R$885 e o parcial em R$320.
Os estudantes justificam a continuidade da ocupação afirmando que a universidade prioriza outras despesas, destacando uma recente bonificação de R$240 milhões para professores, enquanto questões vitais para os alunos permanecem sem recursos adequados.
A reitoria, por sua vez, expressa profunda preocupação com o que descreve como uma escalada de violência, resultando na invasão do prédio principal da reitoria. As autoridades foram acionadas para salvaguardar o local e evitar danos adicionais ao patrimônio.
Antes do incidente, a reitoria havia emitido uma nota destacando progressos em negociações anteriores com os estudantes. Foi mencionado que reuniões intensivas haviam sido realizadas desde 14 de abril, abordando diversas melhorias para a comunidade acadêmica.
A situação na USP segue tensa, com os estudantes reafirmando que só deixarão o prédio da reitoria quando suas demandas forem efetivamente consideradas e atendidas pela gestão universitária.
USP: alunos mantêm ocupação de reitoria e pedem reabertura de diálogo
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