23 de janeiro de 2026
InternacionalSTF se mantém em silêncio sobre nova decisão dos EUA sobre censura

STF se mantém em silêncio sobre nova decisão dos EUA sobre censura

STF Evita Comentários Sobre Medidas dos EUA Contra Censura; Investigação Envolvendo Eduardo Bolsonaro Avança

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se abstiveram de fazer comentários sobre a decisão do governo dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (28), que visa restringir a entrada no país de autoridades brasileiras acusadas de promover censura contra empresas e cidadãos norte-americanos. A medida, divulgada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem como foco o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que é alvo de críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o acusam de censurar parlamentares e plataformas digitais. A repercussão se intensificou após Jason Miller, assessor do ex-presidente Donald Trump, insinuar em uma postagem nas redes sociais que Moraes seria um dos atingidos pela aplicação das novas restrições.

Ao chegar para a sessão de julgamentos, o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, optou por não se comprometer com uma posição pública, afirmando: "não aconteceu nada que eu precise falar". Outros ministros, como Flávio Dino e Edson Fachin, também se mostraram cautelosos em suas declarações. Essa situação ocorre em um contexto em que a relação entre a política brasileira e as autoridades norte-americanas se torna cada vez mais tensa, especialmente na esfera da liberdade de expressão.

A questão se complica ainda mais com a apuração da suposta participação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que é alvo de investigação pela Polícia Federal. Moraes determinou que o inquérito seja instaurado para verificar se Eduardo cometeu crimes de coação e obstrução de investigação, especialmente considerando seu papel em instigar o governo Trump a impor sanções contra autoridades brasileiras. Conforme informa a decisão do ministro, o ex-presidente Jair Bolsonaro deverá prestar depoimento, já que se considera que ele é "diretamente beneficiado" pelas ações de seu filho.

Desde março, Eduardo Bolsonaro optou por se afastar do cenário político nacional ao residir nos Estados Unidos por 122 dias, e tem utilizado as redes sociais para advogar a favor de sanções contra ministros do STF. A situação apresenta um quadro complexo, onde interações políticas locais e internacionais se cruzam, levanta questões sobre a liberdade de expressão e o papel dos poderes na defesa de suas esferas de atuação.

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As imagens presentes na reportagem são de autoria da Agência Brasil.

Ministros do STF evitam comentar decisão do governo americano

Fonte: Agencia Brasil.

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