O Rioprevidência, fundo de previdência do estado do Rio de Janeiro, está sob investigação após o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) exigir esclarecimentos sobre investimentos e empréstimos consignados envolvendo mais de R$100 milhões em instituições não credenciadas. A autarquia deve apresentar em cinco dias, a partir de 7 de dezembro de 2025, documentos que justifiquem as aplicações feitas em fundos como Linea Fundo de Investimento Financeiro e outros, além de detalhar a situação dos empréstimos consignados feitos por servidores ao Banco Master, atualmente em liquidação extrajudicial.
O foco da requisição do MPRJ, enviada nesta terça-feira, recai sobre a transparência e a legalidade das operações financeiras realizadas pelo Rioprevidência, que é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro. A autarquia utiliza recursos como os royalties do petróleo para gerir esses pagamentos, porém, recentemente, adotou decisões de investimento em datas próximas à liquidação do Conglomerado Master, motivada por uma crise de liquidez e infrações graves às normas do sistema financeiro, conforme decretado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
Ademais, o MPRJ questiona também a atual condição dos empréstimos consignados via Credcesta, geridos pelo Banco Master, e solicita esclarecimentos sobre outros instrumentos de crédito possivelmente vinculados a garantias junto ao banco ou a outras entidades financeiras, como o Banco Pleno. Consequentemente, o Ministério Público também ordenou a interrupção imediata de novos contratos, visando proteger os recursos previdenciários e os interesses dos servidores e pensionistas do estado.
Os leitores devem continue acompanhando a cobertura sobre a situação do Rioprevidência, com o comprometimento deste veículo em reportar informações precisas e transparentes ao público.
Rioprevidência terá de explicar ao MPRJ consignados e investimentos
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