10 de fevereiro de 2026
CulturaRio de Janeiro vê persistência alta em casos de SRAG

Rio de Janeiro vê persistência alta em casos de SRAG

Aumento das internações por SRAG no Rio de Janeiro exige atenção contínua

Apesar de uma leve desaceleração, o número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Rio de Janeiro continua elevado. A última edição do Panorama SRAG, divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde nesta quarta-feira (9), revela que a pressão por leitos hospitalares ainda é significativa, com mais de 600 solicitações semanais.

Até a última terça-feira (8), o estado registrou 11.635 internações e 836 óbitos atribuídos à SRAG. A Secretaria utiliza um modelo de nowcasting para ajustar essas estatísticas, minimizando impactos causados por atrasos nas notificações. Este método ajudou a identificar um pequeno recuo no número de casos recentemente.

O relatório mostra também que as crianças de 1 a 5 anos são as mais afetadas, com o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) predominante entre os mais jovens, até 9 anos de idade. Por outro lado, o subtipo H1N1 da Influenza A tem sido o principal agente entre os idosos desde abril, embora também se observe uma incidência crescente de casos de COVID-19 neste grupo.

Luciane Velasque, superintendente de Vigilância em Saúde, destacou a baixa cobertura da vacinação contra Influenza, atualmente em torno de 30%. Ela ressaltou a importância da vacinação: “As crianças ainda internam muito por VSR, enquanto os idosos sofrem tanto com a influenza quanto com COVID-19. É vital que as pessoas procurem os postos de saúde para se imunizar.”

Até agora, o estado aplicou 2.837.024 doses de vacina, mas o número de vacinados entre os públicos prioritários atinge apenas 29,4% da meta do Ministério da Saúde. As regiões da baixada litorânea, Metropolitana I e Baía da Ilha Grande estão entre as que apresentam os índices mais baixos de vacinação.

A campanha de imunização contra a influenza será estendida até janeiro de 2026, com estratégias dirigidas especialmente para grupos vulneráveis. Desde fevereiro, o governo do estado aumentou o número de leitos pediátricos destinados a tratar casos graves de SRAG, totalizando 85, dos quais 40 estão no Hospital Estadual Ricardo Cruz e 45 no Hospital Zilda Arns.

Esta medida evidencia o compromisso contínuo das autoridades locais em combater a propagação de doenças respiratórias e proteger os segmentos mais susceptíveis da população. A vacinação continua gratuita, segura e disponível em todos os postos de saúde do estado, reforçando a chamada para que a população adote medidas preventivas de saúde pública.

Casos de Síndrome Respiratória Grave seguem em alta no Rio

Agência Brasil

Saúde

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