Tensões crescentes no Oriente Médio têm impactado significativamente o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, uma crucial rota de navegação para o transporte de petróleo e gás. Dados recentes revelam que, apesar de um declínio geral no número diário de navios cruzando o estreito, embarcações vinculadas ao Japão continuaram a sair do Golfo Persa, com uma notável diminuição na visibilidade de suas operações marítimas.
Empresas de navegação e autoridades governamentais estão em alerta após recentes ataques iranianos a navios comerciais e uma resposta armada dos Estados Unidos contra posições no Irã. Esses incidentes têm instigado uma atmosfera de incerteza e precaução entre os navegadores da área.
Conforme dados fornecidos pela Kpler e pela LSEG, pelo menos cinco navios-tanque de gás liquefeito de petróleo (GLP), desprovidos de cargas, foram detectados adentrando o Estreito de Ormuz nos dias anteriores. Entre as embarcações identificadas estão o GasLog Shanghai, administrado pela grega GasLog, e os navios da QatarEnergy: Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan. O Al Rayyan e o GasLog Shanghai, especificamente, foram observados próximos à passagem aquática na madrugada de 9 de julho.
Detalhes adicionais mencionam que o superpetroleiro Nissos Kea atravessou o estreito recentemente, enquanto o Lila Vadinar deixou a área. A análise da Kpler destaca uma redução no tráfego de navios-tanque que foi capaz de ser rastreado, apontando o menor número diário de embarcações cruzando desde o final de junho.
Em face dos riscos, navios estão optando por rotas alternativas e modos de operação mais discretos. Xavier Tang, da Vortexa, destaca uma mudança na estratégia do Irã, que agora foca ataques em navios utilizando a rota de Omã, influenciando a escolha das rotas marítimas.
Por fim, fontes do setor revelaram que as embarcações estão, cada vez mais, desligando seus transponders públicos, complicando o rastreamento preciso e a identificação clara dos navios no estreito.
Este panorama atual sublinha a complexidade e a volatilidade da navegação no Estreito de Ormuz em um contexto de agravamento dos conflitos regionais, requerendo monitoramento e estratégias adaptativas por parte das companhias marítimas e dos governos envolvidos.
[Reportagem adicional por Florence Tan, Siyi Liu e Hina Suzuki – É proibida a reprodução deste conteúdo.]
Tráfego diminui em Ormuz à medida que tensões com Irã se intensificam
Internacional

